

De acordo com o Relatório de Actividades 2011, a que o CM teve acesso, a FEVIP conseguiu encerrar perto de 70 mil links e 302 sites de partilha de ficheiros ilegais de um total de 384. Um número muito superior ao registado em 2010, em que dos 103 sites identificados pela entidade apenas 25 foram removidos.
"Estes resultados são fruto de uma actividade privada, sem qualquer intervenção do Estado, que abandonou por completo a causa da protecção dos direitos de autor", diz ao CM Paulo Santos, director executivo da FEVIP. "É preciso compreender que a pirataria na internet afecta todas as áreas, sendo responsável pela perda de largas centenas de postos de trabalho e por uma quebra de 30% no mercado audiovisual", acrescenta, alertando para a redução de operações policiais. Em 2010 foram 1045 e em 2011 845 (ver quadro), o que se reflectiu no número de apreensões. Outro indicador preocupante são as quebras nas vendas de videogramas. Segundo o relatório, o mercado da venda directa caiu 30% e o de aluguer 80%.