Uma menina de 14 anos foi ontem abandonada na Praia de Leça, em Matosinhos, depois de ter sido violada por um homem que conheceu através da internet. Segundo apurou o CM, a jovem mantinha contactos regulares por computador com o homem que se veio a revelar um predador sexual e pensava tratar-se de alguém da sua idade.
A menina, estudante do secundário e residente num bairro social do Porto, combinou anteontem ao final da tarde encontrar-se com o desconhecido, para se conhecerem. O objectivo era apenas tomarem um café.
O que aconteceu a seguir foi muito rápido. As circunstâncias do rapto não são conhecidas, já que a menor estava muito assustada quando foi encontrada e pouco explicou. No entanto, segundo contou, andou com o homem de carro e foi vítima de abusos sexuais em locais isolados. Ao longo da viagem foi ameaçada e não teve qualquer hipótese de fuga.
Os pais tinham apresentado, durante a noite, queixa pelo desaparecimento da menor. Isto após a terem tentado contactar, sem êxito.
A menina foi levada durante a tarde de ontem para a PJ do Porto, onde foi inquirida. Os pais formalizaram a participação policial no piquete daquela polícia. Ao final da tarde, a menor foi conduzida para o Instituto Medicina Legal do Porto, onde os médicos a sujeitaram a exames que confirmaram a violação.
Ainda segundo o CM apurou, os pais da menor entregaram às autoridades toda a troca de e-mails entre a menor e o abusador. O violador será alguém do Sul do País - a fazer fé nas suas próprias palavras - mas as autoridades ainda não sabem sequer se a identidade usada pelo indivíduo é a verdadeira.
O caso foi, entretanto, participado à brigada que investiga os abusos sexuais e que ontem mesmo terá recolhido vestígios. A Polícia Judiciária continua as diligências no sentido de identificar o predador sexual.
PORMENORES
30 MIL CRIANÇAS
Só na faixa dos 10 aos 15 anos serão trinta mil as crianças vítimas de assédio sexual pela internet – contas feitas à estimativa do responsável da investigação de crimes sexuais da Directoria do Centro da PJ, inspector-chefe Camilo Oliveira.
CIFRAS NEGRAS
A esmagadora maioria dos casos não chega ao conhecimento da polícia. São cifras negras, já que os menores nem sempre contam aos pais e também aqueles optam muitas vezes por não denunciar.
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Coitadinha, quando viu o homem no carro não teve receio de entrar na viatura do desconhecido. COITADINHA.