Apesar de não ter verbas no orçamento
Santarém prolonga serviço de teleassistência a idosos
A Câmara Municipal de Santarém aprovou esta segunda-feira a continuação do aluguer de 60 aparelhos de teleassistência domiciliária que estão atribuídos a idosos com fracos recursos em situação de dependência, isolamento e vulnerabilidade.
Ricardo Gonçalves, presidente em substituição (eleito pelo PSD), disse que tem a noção de ter assumido um risco ao dar parecer favorável à contratação de um serviço pelo prazo de um ano sem ter verbas no orçamento, razão que gerou o voto contrário dos dois vereadores socialistas.
A Lei dos Compromissos impede os serviços do Estado de lançarem concursos se não tiverem receita prevista para os três meses seguintes.
O seu parecer invoca o facto de estes aparelhos terem já contribuído para salvar vidas, sublinhando a importância deste serviço junto de uma população vulnerável.
A teleassistência domiciliária é um serviço de ajuda imediata em todo o tipo de emergências, como acidentes domésticos, agravamento súbito de saúde, pânico, roubos, incêndios, e outras situações de insegurança ou simplesmente para ajudar a combater a solidão, sublinham os técnicos da autarquia na fundamentação do pedido de abertura de concurso dado que o actual contrato termina no dia 26 de Julho.
O aparelho permite, com um simples apertar de um botão do controle remoto situado numa bracelete (tipo relógio de pulso ou colar), estabelecer contacto imediato através de um intercomunicador ligado ao telefone (linha azul), o qual é automaticamente identificado pela central de assistência, aparecendo no monitor do operador que atende a chamada todos os dados relativos à pessoa que originou a ligação.
Os utentes recebem também um cartão cliente com um número azul de forma a poder requisitar o apoio de que necessitem fora de casa, sublinha ainda o parecer técnico.
O aluguer dos aparelhos por mais um ano irá custar à autarquia 9.900 euros mais IVA.