Opinião
Carlos de Abreu Amorim, Jurista
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Sérgio Lemos  Albino Almeida (à esquerda) foi recebido pela ministra da EducaçãoAlbino Almeida (à esquerda) foi recebido pela ministra da Educação
14 Novembro 2009 - 00h30

CONFAP QUER ANTECIPAR ORIENTAÇÃO VOCACIONAL PARA 5º E 6º ANOS

Profissões para miúdos de 10 anos

A Confederação Nacional das Associações de Pais (Confap) propôs ontem à ministra da Educação, Isabel Alçada, que a orientação vocacional dos alunos seja antecipada do 9º para os 5º e 6º anos de escolaridade, ou sejam, para quando as crianças têm 10 e 11 anos de idade. A Confederação Nacional Independente de Pais e Encarregados de Educação (CNIPE) não concorda, considerando ser demasiando cedo para as crianças.

“Faz parte de uma reforma curricular do 3º ciclo que pretendemos que seja aplicada. As escolas precisam de antecipar para o 2º ciclo a orientação vocacional dos alunos, mantendo níveis de exigência elevados. Deve ser antecipada para o mais cedo possível”, afirmou Albino Almeida ao CM, explicando: “Agora, essa orientação, existe no 9º ano e nós achamos que deve começar já no 5º ou 6º ano. Esta alteração deve ser acompanhada da definição das metas de aprendizagem para cada ano que, inclusive, já foi anunciada pela ministra”.

Estas medidas estão todas inseridas num cenário de reforma curricular do 3º ciclo. “A orientação vocacional antecipada permitirá que os alunos sejam bons pedreiros, padeiros, assim como são bons médicos, engenheiros ou advogados. Não por castigo, mas porque a sua orientação vocacional os dirige para esse campo”, sustentou Albino Almeida, acrescentando: “As crianças não aprendem todas da mesma maneira. As escolas têm de ser auxiliadas na definição do percurso educativo de cada um dos alunos.

Por sua vez, Maria José Viseu, da Cnipe, considera que a antecipação da orientação vocacional para o 2º ciclo é prematura: “Estamos a falar de alunos com 9 e 10 anos. Não me parece que os encarregados de educação concordem em definir uma profissão para os filhos com essas idades”.

Da reunião com Isabel Alçada, Maria José Viseu realça a integração da Cnipe nas discussões educativas como confederação consultiva. “Na governação da ex-ministra Maria de Lurdes Rodrigues isso nunca aconteceu, apesar das inúmeras solicitações da nossa parte”, realçou a dirigente, revelando o teor de algumas propostas realizadas ao longo do encontro: “Alertámos para a necessidade de revisão do estatuto do aluno, responsabilizando mais os pais na disciplina dos filhos. Outro aspecto que entendemos preocupante é a falta de pessoal auxiliar educativo e a educação especial”.




André Pereira
» COMENTÁRIOS
16 Novembro 2009 - 10h22  | Calimero
A Formação Profissional foi em tempos uma alternativa para os jovens, hoje é pouco mais que uma "FRAUDE" para todos ...
16 Novembro 2009 - 10h18  | Calimero
E que tal termos escolas de ensino "especial" de modo a podermos ajudar realmente aqueles que têm dificuldades ...
14 Novembro 2009 - 06h45  | helder
Mais alternativas a via academica de ensino.Jovens que abandonam a Escola precisam de alternativas Formaçao Profissional
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