Opinião
Carlos de Abreu Amorim, Jurista
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22 Novembro 2009 - 00h30

Coisas do Dinheiro

E agora. José?

O Governo de Sócrates depois de Setembro de 2008, quando os mercados financeiros estavam à beira do desastre e a crise financeira contagiou dramaticamente a economia real, resistiu teimosamente a assumir cenários pessimistas.

Em pleno turbilhão apresentou um orçamento do Estado fictício, em que previa para 2009 um défice de 2,2% do PIB. Em Janeiro reviu a previsão para 3,9%. Em Maio, o Governo já assumia 5,9 por cento. Passou o Verão e a campanha eleitoral sem se atrever a falar no buraco negro das contas públicas.

Agora, com dados das receitas fiscais de dez meses, já assume um descalabro de 8%, muito acima da polémica herança de 6,83% de Santana Lopes. É caso para citar Cardoso Pires e perguntar: “E agora. José?”

Os dados da execução orçamental são assustadores. O défice subiu 22 milhões de euros por dia face ao ano passado e já regista 38 milhões em cada dia. Ou seja em cada hora que passa são quase 1,6 milhões de euros que aumentam o buraco orçamental do Estado. Especialmente preocupante é a evolução do saldo da Segurança Social. 

Porém, o maior drama da economia é o do desemprego e da destruição de postos de trabalho. Este ano, o saldo de empregos perdidos está em quase 500 por dia. 




Armando Esteves Pereira, Director-Adjunto
» COMENTÁRIOS
27 Novembro 2009 - 10h23  | jose
aumenta desemprego mas há portugueses com 2 e mais reformas no parlamento por onde já passaram mas nunca abriram a boca.
22 Novembro 2009 - 16h31  | aristóteles
Défice de 8%, depois aumentar violentamente todos impostos e ter tido 4 anos para arrumar casa, é mt + ke irresponsabili
22 Novembro 2009 - 12h35  | JC
8% com crise é mais aceitável que 6,8% sem crise,o desemprego era mais de 6% e a comunicação social esteve então muda.
22 Novembro 2009 - 12h06  | Com Mimos
Eu tenho a reposta para o seu artigo mas para que responder se fica tudo em segredo CM.
22 Novembro 2009 - 10h19  | Moleiro
Vem nos livros primários que não é com péssimismo que se resolve a crise. Avacemos com confiança, há que acreditar.
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