Maria Cavaco Silva, madrinha do projecto, presidiu à apresentaçãoPrimeiro Centro de Acolhimento em Portugal irá acolher 14 menores
100 mil euros para crianças refugiadas
O primeiro centro de acolhimento temporário para crianças refugiadas em Portugal, tutelado pelo Conselho Português para os Refugiados, já dispõe de uma verba de 100 mil euros para o início das obras. O montante resultou do quinto projecto de responsabilidade social desenvolvido pela Swatch, em parceria com diversas entidades, entre as quais o Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF), a Câmara Municipal de Lisboa e a Fundação Luís Figo.O centro, ontem apresentado em Lisboa, irá acolher 14 crianças e jovens com idades compreendidas entre os 6 e os 18 anos e irá proporcionar apoio jurídico, social e psicológico a todas elas para que a sua integração na sociedade e o respeito pelos seus direitos sejam uma realidade. Actualmente em fase de aprovação dos projectos, o primeiro centro de acolhimento para crianças refugiadas será construído na Bela Vista e a sua conclusão está prevista para o início de 2011.
Existem 18 milhões de crianças refugiadas no mundo, das quais 500 mil estão separadas dos pais e sujeitas aos mais variados perigos e atentados à sua integridade. Este centro será um exemplo de solidariedade de um povo e de uma sociedade.
O sonho de ‘uma casa para o mundo’ nasceu em 2006 com o actual presidente da Câmara Municipal de Lisboa, António Costa, na altura ministro da Administração Interna. Três anos depois, e graças a um esforço contínuo, a ideia ganha forma. “É hoje um momento particularmente feliz para mim porque estou a ver concretizar-se uma ideia de uma casa para acolher crianças refugiadas que transmiti em 2006. Nada mais bonito podíamos fazer em Lisboa do que uma casa para acolher aqueles que são os mais desprotegidos”, disse. Este é um projecto com uma dupla vertente, já que é também uma oportunidade para “reabilitar o património que está abandonado. Verdadeiramente a Câmara cedeu um terreno e uma volumosa obra de reconstrução de uma casa. Necessidades não falta e casa para reabilitar também não”, concluiu.
A madrinha desta causa, Maria Cavaco Silva, recordou uma visita oficial a Viena, Áustria, para ilustrar a solidariedade de Portugal, nos anos 40, quando acolheu as chamadas ‘crianças austríacas’ para lhes “matar a fome de corpo e de alma e para lhes dar um pouco de paz”. “Foi talvez o momento mais importante para nós. Tudo o que foi recordado nesse encontro fez-nos sentir muito orgulhosos da nossa terra. Portugal é um país de acolhimento. Descobriu o mundo e deixou-se descobrir pelo mundo. Portugal das muitas raças, línguas e religiões. Portugal de coração aberto ao mundo vai ter uma casa aberta ao mundo”. “Mãos à obra”, concluiu.
Já Teresa Tito Morais, presidente do Conselho Português para Refugiados, considera que este centro será determinante para a qualidade de vida destas crianças. “Este projecto é muito importante porque actualmente o centro em Bobadela tem 5 menores não acompanhados e 12 crianças que lá vivem. Um centro que permita um tratamento mais diferenciado e dirigido para as crianças é fundamental”. Como tal, está certa que nesta nova casa “nenhum olhar será vazio”.
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Isso é tudo muito bom... Mas porque não ajudar 1º as familias portuguesas. Há tanta fome e desemprego em Portugal. Cont.
Em 1º Lugar ajudem-se os q estão no em Portugal, só então há condições para ajudar os de fora..
Isso é tudo muito bom... Mas porque não ajudar 1º as familias portuguesas. Há tanta fome e desemprego em Portugal. Cont.