Investigação: Descoberta de ‘luvas’ em Londres faz mais suspeitos
Provas de pagamento no caso Freeport (ACTUALIZADA)
Carlos Guerra não é o único arguido do caso Freeport que vai ter de explicar os 200 mil euros depositados numa das suas contas. A investigação descobriu depósitos em várias contas abertas em paraísos fiscais britânicos que implicam outros suspeitos já constituídos arguidos e também mais três pessoas. O CM sabe que serão constituídos arguidos mais dois ou três suspeitos com intervenção no processo administrativo do centro comercial assim que a polícia inglesa envie a documentação bancária pretendida pela investigação portuguesa.
Por:Eduardo Dâmaso/Tânia Laranjo
A informação sobre os depósitos, feitos pelo intermediário e representante da Freeport PLC Charles Smith, foi recolhida na viagem feita há mais de quatro meses pelos procuradores Vítor Magalhães e Paes Faria a Londres. Nessa incursão, em que trabalharam nas instalações da London Police acompanhados pelos peritos financeiros da Polícia Judiciária, foram detectados levantamentos em contas tituladas por Charles Smith e depósitos feitos por este, no mesmo dia, em contas de pessoas ligadas ao caso Freeport.
Já sobre José Sócrates ou familiares seus não foram recolhidos movimentos suspeitos. Entretanto, a carta anónima enviada para a PJ de Setúbal na sexta-feira, dia 28 de Agosto, fazia referência a José Paulo Bernardo Pinto de Sousa, primo de Sócrates, como a pessoa que teria recebido ‘luvas’. No processo, porém, nada constará a esse respeito, facto que levou o director nacional da PJ, Almeida Rodrigues, a retirar credibilidade ao documento, considerando-o 'fantasioso'.
PJ DIZ QUE FACTOS NÃO SUSTENTAM CARTA ANÓNIMA
Os últimos desenvolvimentos do caso tiveram por base uma carta anónima que chegou à PJ de Setúbal na sexta-feira, dia 28 de Agosto. Nessa carta, é dito que o primo de Sócrates que deveria ser investigado é José Paulo Bernardo Pinto de Sousa, e não Hugo Monteiro. A missiva incluía um parágrafo que anunciava o envio da mesma para a TVI. No inquérito, porém, não haverá factos sobre o recebimento de dinheiro por este primo de Sócrates. Charles Smith e Dias Inocêncio assumem ainda que a pessoa conhecida por ‘Gordo’, referida num e-mail, não é José Paulo Bernardo mas Manuel Pedro, que apresentou uma versão convergente.
PORMENORES
PROCURADOR PROMETE
Pinto Monteiro disse ontem que 'dentro de dias' será conhecida a resposta sobre a eventual suspensão da investigação.
CARLOS GUERRA PEDIU
O arguido Carlos Guerra foi quem entrou com requerimentos na PGR a pedir o afastamento dos procuradores Vítor Magalhães e Paes Faria do caso.
CÂNDIDA DECIDE
O eventual afastamento dos dois investigadores vai ser decidido por Cândida Almeida.
Esta gente queixa-se toda, mas no dia 27 lá vão eles, como carneiros, votar no PS ou PSD!!!! Vira o disco e toca o mesmo