Segundo Carlos Abrunhosa de Brito
Desemprego: Fundação da Juventude reclama apoio estatal
O presidente da Fundação da Juventude, Carlos Abrunhosa de Brito, defendeu esta segunda-feira um maior apoio público aos programas da instituição, cuja missão diz assumir particular relevância no actual contexto de elevado desemprego jovem.
"A missão da fundação é cada vez mais actual devido aos momentos que vivemos, com o problema dos nossos jovens, e temos muitos programas que poderão ser aproveitados pelos nossos decisores políticos para lhes dar outra dimensão e outro tipo de influência na juventude", afirmou Abrunhosa de Brito.
O responsável falava aos jornalistas no âmbito de uma visita de deputados do CDS eleitos pelo distrito do Porto à Fundação da Juventude, uma fundação privada criada em 1989 com o apoio de várias instituições públicas e privadas (incluindo várias empresas, bancos e autarquias) para qualificar os jovens "enquanto profissionais de excelência para os mercados nacional e internacional".
Como exemplo dos programas da fundação a potenciar, Carlos Abrunhosa de Brito apontou o PEJENE, um programa de estágios para jovens licenciados e mestrados iniciado há 18 anos com 25 jovens e que, actualmente, coloca anualmente 800 jovens em estágio.
Referiu ainda o prémio Jovens Cientistas, que, ao longo de 17 anos, tem promovido "logo desde o secundário" o gosto pela área das ciências e da investigação.
"É esta dinâmica que a fundação iniciou há tantos anos, quando não se falava até concretamente destes problemas, que hoje pode ser potenciada. Com outro tipo de apoios, poderemos colocar 1.600 ou 2.000 jovens em estágios", sustentou o presidente da Fundação da Juventude.
Destacando a "credibilidade" conquistada nos últimos anos pela fundação junto das empresas, Carlos Abrunhosa de Brito afirmou que muitos dos objectivos do Governo com o programa Impulso Jovem "encaixam na missão que a fundação já tem vindo a desenvolver no país".
Para a deputada do CDS Vera Rodrigues, "o Estado pode ser um elemento facilitador, não necessariamente disponibilizando verbas, porque neste momento há uma restrição orçamental que o impede de o fazer, mas por via dos meios e capacidades que têm instaladas entidades como a Fundação da Juventude".
"Estas entidades podem permitir o apoio, muitas vezes na fase do arranque, ao jovem que queira lançar a sua ideia ou precise de expor ou divulgar a sua produção cultural", sustentou, destacando, por exemplo, a importância do ninho de empresas existente na Fundação da Juventude, o primeiro criado em Portugal, em 1990.
"Cada vez mais as pessoas têm que ter a capacidade de inovar e de construir a sua própria ideia, numa altura em que as empresas têm mais dificuldade em contratar, e, em alguns casos, a actividade e o apoio que uma fundação como a da Juventude desenvolve pode ser importante. A esse nível, a fundação está a actuar ao nível das necessidades que a realidade nos impõe", considerou Vera Rodrigues.
Apoio estatal toda a gente quer.Trabalhar e produzir é só para os tontos.Só esquecem,ou por pura estupidez ainda não perceberam,que o Governo para distribuir tem de sacar primeiro aos contribuintes. Querem mais impostos?