Sobre a polémica em torno da licenciatura
Louçã espera esclarecimentos de Relvas
O coordenador do Bloco de Esquerda (BE), Francisco Louçã, disse esta quarta-feira à agência Lusa esperar que o ministro-Adjunto e dos Assuntos Parlamentares, Miguel Relvas, esclareça a polémica criada em torno da sua licenciatura.
"Numa matéria destas só o próprio ou a Universidade podem dar esclarecimentos. Na verdade, a mim preocupa-me uma licenciatura que seja feita num ano", afirmou Francisco Louçã, à margem de uma visita ao Centro de Saúde do Estoril, no concelho de Cascais.
Questionado sobre se o ministro-Adjunto e dos Assuntos Parlamentares deve esclarecer todo o seu processo de licenciatura, o coordenado do BE respondeu: "assim espero".
No entanto, Francisco Louçã sublinhou que mais do que o caso da licenciatura, preocupa-o a derrapagem orçamental de 7,9 por cento que, em seu entender, quer dizer "que o Governo não sabe o que faz". "O país precisa de responder às suas preocupações e o Bloco de Esquerda exige esclarecimentos onde é preciso que haja respostas e batemo-nos por essas respostas. É assim que faremos", concluiu.
Miguel Relvas terá entrado na Lusófona em 2006, quase dois anos depois de ter sido secretário de Estado da Administração Local no Governo de Durão barroso, tendo-lhe sido conferido o diploma em 2007, de acordo com o Processo de Bolonha.
O ministro-Adjunto e dos Assuntos Parlamentares já veio explicar que o processo de conclusão da sua licenciatura foi "encurtado por equivalências reconhecidas e homologadas pelo Conselho Científico da referida Universidade em virtude da análise curricular a que precedeu previamente".
Também a Universidade Lusófona negou, na quarta-feira, qualquer irregularidade, garantindo que o ministro obteve o seu grau académico tal como centenas de outros alunos desde a aplicação do Processo de Bolonha.
O que se pede a um Ministro não são Cursos, nem Diplomas, pede-se competência e honestidade. Já se percebeu que o Sr. em 36 disciplinas fez 4, cada um tira a conclusão que quiser, chega.