BPN: Buscas a casas no âmbito do inquérito de investigação
Arlindo Carvalho arguido no caso
O antigo ministro da Saúde social-democrata Arlindo de Carvalho foi constituído arguido no âmbito de um processo paralelo à investigação judicial ao Banco Português de Negócios (BPN). Na sequência de um conjunto de seis buscas em Carnaxide, Cascais e Restelo, feitas por equipas mistas da Polícia Judiciária, Ministério Público e das Finanças, mais duas pessoas foram constituídas arguidas: os empresários José Neto (com ligações ao PSD) e ainda Ricardo Oliveira.
Por:Cristina Rita / Henrique Machado
Segundo apurou o CM, em causa estão transacções no sector imobiliário e com obras de arte. Os arguidos são suspeitos de terem avançado para negócios com dinheiro do BPN, recebendo depois comissões e uma percentagem na sobrevalorização desses activos. Poderão estar em causa crimes de abuso de confiança e fraude fiscal. Assim, somam-se já cinco arguidos em investigações ligadas ao inquérito ao caso BPN.
As casas dos ex-ministros do PSD Arlindo de Carvalho e Dias Loureiro foram alvo de buscas. No dia 16, quinta-feira, as diligências começaram na residência do ex--ministro da Saúde. No dia 17, as buscas foram feitas em Cascais, na casa do arguido Dias Loureiro.
Uma auditoria da Deloitte, recorde-se, revelou no final de 2008 que Arlindo de Carvalho, accionista do banco, teria recebido 20 milhões de euros em operações de crédito. Na altura advogou que tais empréstimos não teriam sido concedidos a título pessoal, mas a empresas de que era sócio. Ontem, manteve-se incontactável.
PERFIL
Arlindo Gomes de Carvalho, 64 anos, foi deputado nos governos de Cavaco Silva, e assumiu as primeiras funções executivas de Governo como secretário de Estado da Segurança Social, tendo depois assumido a pasta de ministro da Saúde, após as polémicas com a então governante Leonor Beleza, em Novembro de 1990. No PSD já foi mandatário de Santana Lopes nas últimas directas e integrou a direcção de Luís Filipe Menezes.
LOUREIRO: 'NÃO DIGO NADA'
Não falo sobre isso. Não digo nada', declarou ontem à Agência Lusa Dias Loureiro, quando confrontado com as buscas à sua residência em Cascais no seguimento da investigação dirigida pelo Departamento Central de Investigação e Acção Penal (DCIAP).
No passado dia 1, Dias Loureiro foi ouvido como arguido no DCIAP relativamente a dois negócios, o da Biometrics e o da Redal de Marrocos. Na ocasião, declarou: 'Pude esclarecer aquilo que pude esclarecer', garantindo que não cometeu qualquer ilegalidade.
SAIBA MAIS
BPN NACIONALIZADO
Anúncio da nacionalização do Banco Português de Negócios foi feito a 2 de Novembro de 2008.
5
É o número de arguidos e oito é o número de meses de prisão preventiva de Oliveira e Costa.
INVESTIGAÇÃO
O DCIAP, dirigido pela procuradora Cândida Almeida, coordena investigação.
Palavras para quê ? -É um ARTISTA Português !!!!!!!!!!!