Observatório sírio dos Direitos Humanos apela a retirada imediata
Síria: Crianças devem ser retiradas de Homs
O Observatório sírio dos Direitos Humanos apelou à retirada de mulheres e crianças de um bairro da cidade rebelde de Homs, alvo de recentes bombardeamentos.
Pelo menos 24 pessoas - entre as quais 19 civis - morreram durante os violentos confrontos de segunda-feira na Síria. Dados do Observatório sírio dos Direitos Humanos indicam que só na cidade de Homs morreram 12 civis, incluindo três crianças da mesma família.
"Nós pedimos que nos deixassem retirar as mulheres e as crianças de Baba Amr", o bairro mais atingido pelos bombardeamentos após o início das ofensivas das forças do regime naquela região no dia 4, afirmou Hadi Abdallah, membro da comissão geral da revolução síria, um dos grupos da oposição.
"Os residentes vivem ao frio e sob condições insustentáveis, eles aguardam pela morte", apontou o responsável, numa altura em que vários bairros de Homs, baptizada de "capital" da revolução", continuam a ser cercados e bombardeados incessantemente num cenário que já dura há mais de duas semanas.
Entretanto, o Comité Internacional da Cruz Vermelha revelou estar em conversações com as autoridades sírias e com a oposição para negociar uma suspensão da violência de modo a que possa ser dada ajuda humanitária à população.
A Cruz Vermelha está a analisar os meios de encaminhar ajuda, o que inclui "a cessação dos confrontos nas zonas mais afectadas para permitir que o Crescente Vermelho sírio e o Comité Internacional da Cruz Vermelha (CICV) tenham acesso às populações que precisam", de apoio, declarou o porta-voz, Bijan Farnoudi.
As tréguas serão uma das opções para permitir que o pessoal humanitário possa entrar nas zonas urbanas mais castigadas pelo conflito.
O conflito na Síria já causou mais de seis mil mortos, tendo a ONU denunciado que uma das armas que o regime do Presidente Bashar al-Assad utiliza para esmagar a contestação passa pela interrupção dos serviços básicos e do abastecimento de alimentos às populações ditas "rebeldes".