Agricultura
Seca: Sem chuva, haverá novamente prejuízos
O presidente da Confederação dos Agricultores de Portugal (CAP), João Machado, defendeu este Sábado que se se prolongar o tempo seco, isso trará problemas para as culturas permanentes e regadas, porque as albufeiras não repuseram níveis hídricos no inverno.
"Nós tivemos uma seca muito prolongada de inverno, tivemos pouca chuva, e isso afectou muito as culturas de outono/inverno, nomeadamente os cereais e os prados naturais que dão alimento ao gado", disse à Lusa o presidente da CAP.
"Depois disso, voltou a chover, em Abril e maio, e aí repusemos os níveis de água, mas estamos agora com um período mais seco novamente que, se se prolongar por muito mais tempo, trará problemas tanto para as culturas permanentes, como também para algumas culturas regadas, porque as reservas de água que temos não são muito grandes, não choveu muito de inverno", explicou.
Na opinião de João Machado, "este ano pode ser dividido em dois anos distintos": uma primeira parte que "teve efeitos imediatos naquilo que tem que ver com as culturas de outono/inverno, cereais e alimentação natural para o gado", e uma segunda parte, agora, que diz respeito "às vinhas, aos pomares e, depois, às culturas regadas".
"As albufeiras particulares não têm muitas reservas e, se não chover, não reporemos os níveis hídricos necessários e poderemos não conseguir regar durante todo o verão, mas ainda é prematuro estar a fazer previsões quanto a isso, porque, de facto, está calor, mas choveu em Abril e maio, portanto, ainda há alguma reserva de água neste momento", considerou.
Outro factor que afectou negativamente a produção agrícola nacional foram as tempestades de granizo registadas em Julho no norte do país.
"Tiveram efeitos devastadores. Nós temo-nos habituado nos últimos anos a ter situações extremas e situações fora de tempo e isso, de facto, é preocupante, são efeitos que normalmente não existiam no passado e que agora estão a existir", observou.
Nos 700 hectares de vinha no Douro atingidos por uma das tempestades, o efeito foi "absolutamente devastador, porque destruiu completamente a produção e destruiu também as próprias vinhas, que terão muita dificuldade agora em voltar a rebentar e a dar possibilidade de uma poda capaz para o ano que vem", frisou.
Segundo João Machado, essas vinhas "provavelmente ficarão impossibilitadas de produzir durante dois anos seguidos: o próprio ano em que aquilo acontece e o ano seguinte, porque a rebentação vai ser deficiente e não dará uma poda capaz".
"Portanto, 2012 é um ano de perda total e terão um ano que vem também com 30 ou 40 ou 50 por cento de perda da produção", vaticinou.
Realmente em portugal nunca nada da dinheiro,mas quando ha seca ,chuva , frio etc vem logo pedir ajuda por causa do prejuizo ja nao ha pachorra.