Defendia a força militar judaica
Israel: Pai do Primeiro-ministro morreu aos 102 anos
Benzion Netanyahu, historiador, activista sionista e pai do primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, morreu esta segunda-feira aos 102 anos na sua casa em Jerusalém, informou o gabinete do chefe do Executivo israelita.
Nascido em Varsóvia, na Polónia, Netanyahu era um seguidor devoto do líder do revisionismo sionista Zeev Jabotinsky, que defendia a força militar judaica e o estabelecimento de um Estado judeu nos dois lados do rio Jordão. Netanyahu foi assessor de Jabotinsky até à sua morte, em 1940.
O pai do actual primeiro-ministro israelita publicou depois obras judaicas de direita e fez um doutoramento em história na universidade Dropsie, em Filadélfia, nos Estados Unidos. Ensinou história judaica e literatura hebraica na Universidade de Denver e de Cornell.
Netanyahu e a sua mulher, Tzila, tiveram três filhos: Yonatan, morto em 1976 no Uganda, Benjamin, que assumiu a liderança do Governo israelita em 1996 e depois em 2009, e Ido, radiologista e escritor.
De acordo com os analistas, Netanyahu exercia grande influência sobre Benjamin, que criticou abertamente quando o seu Governo fez concessões em relação aos palestinianos.
Alguns analistas chegaram a especular que Benjamin Netanyahu era emocionalmente incapaz de assinar um acordo de paz com os palestinianos enquanto o seu pai fosse vivo, situação que o próprio desmentiu.