Opinião
Carlos de Abreu Amorim, Jurista
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Manuel Moreira  Gabriel, dono do restaurante, assistiu impotente aos tiros desferidos contra C.V.e V.R. Gabriel, dono do restaurante, assistiu impotente aos tiros desferidos contra C.V.e V.R.
18 Setembro 2009 - 00h30

Seixal: Rivalidade entre bairro do Jamaica e Quinta da Princesa

Guerra de gangs com terror e tiros

"Quando eles entraram aqui já era para o matar. Levou dois tiros mas ainda saiu pelo próprio pé. Pior foi um cliente meu, que nada tinha a ver com a guerra [de gangs, entre os bairros do Jamaica e da Quinta da Princesa] e também levou um tiro na zona lombar." A descrição é de Gabriel da Luz, proprietário do restaurante Mariposa, na Amora, Seixal, que anteontem à noite viu o seu espaço, com 12 clientes aterrorizados, ser invadido por quatro homens com facas e duas pistolas.

Dois jovens foram ali baleados, sendo que um deles era um simples cliente que nada tem a ver com as rivalidades de gangs. A guerra está mais acesa do que nunca – e teve o último episódio pelas 22h40 de anteontem, quando C.V., de 23 anos, surdo-mudo oriundo da Quinta da Princesa, passeava sozinho junto ao largo das piscinas da Amora. Passou por ele um Ford Fiesta de cor escura, com quatro elementos de um gang do Bairro do Jamaica – e estacionaram logo o carro para o perseguirem a pé.

A abordagem foi feita em frente às piscinas, num banco de jardim. A vítima, um jovem já referenciado pelas autoridades policiais como desordeiro, entrou em discussão com os perseguidores – e, logo ali, levou um tiro de raspão no pescoço. Não lhe restou alternativa a não ser fugir para dentro do restaurante. O espaço, cheio de clientes, foi invadido pelos quatro homens, armados com duas pistolas e duas facas.

'O rapaz ainda tentou fechar a porta de vidro mas eles partiram--na logo com dois pontapés. Quando dei por mim tinha os clientes escondidos atrás do balcão, debaixo das mesas, na casa de banho. Foi o pânico geral', recorda ao CM o proprietário do espaço. Já lá dentro, foram disparados dois tiros.

Um atingiu outra vez C.V., desta vez nas costas – levou ainda uma facada na mão –; o outro atingiu a zona lombar de um cliente, V.R., de 24 anos. Este último encontra-se ainda hospitalizado em Almada, em estado considerado grave, enquanto C.V. já recebeu ontem alta.

DUAS ZONAS DE TRÁFICO DE DROGA E CRIME VIOLENTO

Apenas dois quilómetros separam os bairros do Jamaica e da Quinta da Princesa. A rivalidade existe desde que estas duas zonas problemáticas nasceram na Margem Sul do Tejo, em 1975, albergando, na sua maioria, pessoas oriundas das antigas colónias. O tráfico de droga e os roubos violentos sempre estiveram associados a estes dois bairros da zona do Seixal.

Os episódios de violência entre moradores, fruto desta rivalidade, são frequentes. Recentemente, um jovem foi esfaqueado nas costas por dois outros oriundos do bairro do Jamaica. Dias antes, a situação era contrária. Um jovem do Jamaica deslocou-se com uma rapariga ao bairro rival e foi baleado num pé.

É frequente a polícia fazer buscas e fiscalizações nos dois bairros, mas só o faz com grande número de efectivos e fortemente armados.

VÍTIMA ESTEVE NOS CONFRONTOS COM A POLÍCIA

No dia 24 de Julho, um dos jovens anteontem baleado foi um dos intervenientes nos desacatos que se registaram na Quinta da Princesa. C.V., surdo-mudo, foi um dos jovens que deu a cara perante a Comunicação Social. Amigos de C.V. relataram que o surdo-mudo tinha sido agredido de forma brutal por elementos da polícia, o que tinha revoltado a população do bairro.

No dia seguinte, jovens incendiaram dois carros de modo a atrair ao bairro a polícia. Uma patrulha foi recebida aos tiros e com cocktails molotov. O Corpo de Intervenção da PSP cercou o bairro. Um homem foi detido e doze identificados.

PORMENORES

AGRESSOR IDENTIFICADO

A PSP marcou presença em força no local, com seis carros--patrulha. De imediato foram feitas rondas ao local, de forma a detectar os agressores. Sem sucesso. No entanto, o autor dos disparos, do Bairro do Jamaica, segundo uma fonte da PSP já está identificado.

FACA DEIXADA NO LOCAL

No meio da confusão, os agressores deixaram para trás uma faca, com cerca de dez centímetros de lâmina, a mesma que atingiu C.V. numa das mãos. A Judiciária esteve no local a recolher indícios.




João Tavares
» COMENTÁRIOS
18 Setembro 2009 - 19h37  | mario martins
a cadeia é a faculdade,deviam ir para o alentejo cavar,qdo saem ainda recebem subsidio!e falam dos desmpregados|CruzPau
18 Setembro 2009 - 19h30  | Olhar
Este país está no inicio de tempos temerosos onde em qualquer momento se pode perder a vida, um policia ganha 800 euros
18 Setembro 2009 - 19h14  | VOTO PNR
DOU RAZÃO AO PNR. DESTA VEZ O MEU VOTO VAI PARA ESTE PARTIDO.
18 Setembro 2009 - 17h06  | Fartodisto
Era pa votar cds pp, mas isto ja ta num estado k so com pnr. + 1 voto d minha parte
18 Setembro 2009 - 16h58  | Gerardo
Eu voto PNR
18 Setembro 2009 - 16h56  | Carmo
Calhando um deles até era o ladrão que feriu um homen na Amora e que saiu no dia seguinte a mando do Tribunal.
18 Setembro 2009 - 16h54  | Edgar Moreira
nas eleições não votem nos mesmos. o PNR é a solução para acabar com o Crime
18 Setembro 2009 - 16h12  | Manuel
Só o voto no PNR vai acabar com estas e outras patranhas no nosso país. Eu voto PNR!
18 Setembro 2009 - 13h36  | jl460
PNR PNR PNR PORTUGAL vai num bom caminho cada vez esta melhor
18 Setembro 2009 - 13h31  | pedro gafanhoto.serrafões
o remédio chama-se votar no PNR.

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