OCDE
Recomendada redução da dívida para até 50% do PIB
A OCDE recomendou nesta quinta-feira aos países membros que reduzam a dívida pública para o máximo de 50 por cento do Produto Interno Bruto (PIB), surgindo Portugal entre as economias que menor consolidação fiscal necessitam para atingir este objectivo até 2050.
Segundo um relatório divulgado pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE), "será necessária uma consolidação fiscal adicional após 2012" para que os países consigam fazer face a futuros "choques adversos", como o impacto do envelhecimento populacional.
Segundo os cálculos da organização, o Japão, a Nova Zelândia, os EUA, o Luxemburgo, a Irlanda e o Reino Unido são os países que necessitam de um ajuste mais intenso e imediato de forma a atingirem o limite de 50 por cento do PIB até 2050: todos precisam de uma correcção superior a oito por cento do PIB (12 por cento, no caso do Japão) nos gastos com saúde, segurança social e pensões, entre outros.
Com necessidades de ajustamento entre seis e quatro por cento do PIB surgem, por ordem decrescente, a Holanda, a Bélgica, a Finlândia, o Canadá, a França, a Eslováquia, a Alemanha, a Polónia, a Áustria, a República Checa, a Coreia do Sul e a Espanha.
Já os que menos necessidades de consolidação necessitam - entre quatro e dois por cento - são a Hungria, Grécia, Austrália, Portugal, Itália, Suíça e Dinamarca. A Suécia não precisa, mesmo, de qualquer ajustamento.
No relatório, a OCDE destaca que países como Espanha, Grécia, Irlanda, Islândia e Portugal têm em curso programas de saneamento das contas públicas "muito ambiciosos" em termos históricos, com consolidações fiscais entre cinco e 12 por cento do PIB.
"Tendo em consideração o peso do envelhecimento demográfico e outros gastos, a reforma dos programas de pensões deve ter um importante papel em toda a estratégia destinada a garantir a sua viabilidade a longo prazo", destaca a organização.