Caso Maddie: Inspector vai divulgar todo o enigma da noite de 3 de Maio
Mistério também em filme
O que aconteceu realmente na noite de 3 de Maio, na Praia da Luz, quando Madeleine McCann desapareceu, será uma das passagens mais ‘explosivas’ do livro que o inspector da PJ Gonçalo Amaral está a escrever e que pretende, mais tarde, transformar em documentário.
Por:Rui Pando Gomes
O CM sabe que o investigador da PJ – que coordenou o caso nos primeiros meses e agora está prestes a abandonar a polícia depois de ter pedido a reforma (ver apoio) – já tem o livro praticamente terminado. Tal como o CM revelou ontem vai ter como título ‘Verdade da Mentira’.
Os conteúdos já foram analisados por uma editora, que propôs a publicação também em inglês. Segundo disse ao CM fonte próxima de Gonçalo Amaral, "ainda não há data certa para o lançamento", mas, ao que tudo indica, só será depois do levantamento do segredo de justiça do processo de investigação ainda em curso no Ministério Público de Portimão.
Quanto à intenção de recriar o mediático caso em filme, deverá avançar em estilo de documentário e também já existe produtora interessada. "Vai esclarecer toda a mentira que foi criada e pôr em causa as instituições que investigaram e estão ligadas ao caso", revelou ao CM a mesma fonte, que já desfolhou passagens da futura publicação.
PORMENORES
SEGREDO
A publicação do polémico livro só deverá acontecer depois do levantamento do segredo de justiça. "A intenção é repor a verdade do que aconteceu naquela noite e não arranjar problemas ao autor", esclareceu ao ‘CM’ fonte próxima de Gonçalo Amaral.
REFORMA
Apesar de estar prestes a passar à reforma, somando 38 anos de serviço – 26 na polícia mais oito de serviço militar acrescidos de 20% de bonificação – Gonçalo Amaral corre o risco de vir a ser castigado disciplinarmente com a publicação do livro. Mesmo na reforma, o inspector tem de cumprir o regulamento disciplinar da polícia
Duplo golpe de republicas de bananas: um P.M. que intervem directamente no judiciario et mais grave num inquérito sob as ordens de um P.M estrangeiro ou quase, visto que Portugal sempre tem sido um protectorado da Inglaterra.