Constitucionalista concorre contra o actual líder, Carlos CarreirasConstitucionalista formaliza candidatura
Bacelar Gouveia quer liderar PSD-Lisboa
O constitucionalista e deputado do PSD Bacelar Gouveia formalizou esta quarta-feira a sua candidatura à distrital do partido em Lisboa e contou com a presença de Pacheco Pereira, António Preto e Helena Lopes da Costa.Perante algumas dezenas de militantes do partido, assumiu que concorre contra uma lógica de "sindicatos de votos", da "politiquice dos arranjinhos" ou "clima de quase guerra civil", prometendo, se vencer, uma reconciliação com a actual liderança e cooperação com o sucessor de Manuela Ferreira Leite.
Ao seu adversário, o actual presidente da distrital, Carlos Carreiras, não poupou critícas, acusando a actual direcção distrital de "boicotes" e "omissões" nos últimos actos eleitorais, sublinhando que tinha conhecimento de causa pois foi mandatário de Santana Lopes nas autárquicas na capital.
Nas legislativas Carreiras foi um dos rostos mais contestatários das listas para a Assembleia da República devido à imposição de Ferreira Leite dos nomes de António Preto e Helena Lopes da Costa, ambos arguidos em processos.
Tanto Lopes da Costa como António Preto ficarão fora da lista de Bacelar Gouveia, mas estiveram presentes na apresentação da candidatura do deputado que foi eleito pelo círculo de Faro.
Confrontado com este facto, o constitucionalista não viu qualquer problema, porque os parlamentares são deputados da Nação. E disse ser "uma honra" defender os interesses das populações do Algarve e de Lisboa.
Quanto ao apoio de Preto e Lopes da Costa, Bacelar Gouveia não se sente desconfortável. Pacheco Pereira, um dos principais conselheiros da actual líder, destacou o perfil do candidato e o "seu prestígio" alcançado fora da política.
Entre os presentes estava também Paulo Lopes Marcelo, um dos membros da comissão política nacional de Manuela Ferreira Leite.
Como objectivos para a distrital, prometeu um congresso para debater ideias sob o lema "Distrito de Lisboa, que futuro?". As palavras "cooperar", "coordenar", "estudar" e "denunciar" foram as mais ouvidas no seu discurso sobre o que defende para a distrital, avisando que a estrutura não pode ir a "reboque de outras distritais", nem se antecipar aos calendários nacionais, leia-se, directas para a liderança.
A distrital vai a votos a 3 de Dezembro e Carlos Carreiras já se queixou da secretaria-geral por possível interferência no processo, considerando que a líder do partido apadrinhou a candidatura de Bacelar Gouveia.
O constitucionalista Bacelar Gouveia afirmou ao CM na segunda-feira que ouviu várias pessoas de diversas sensibilidades do PSD, e conversou várias vezes com Manuela Ferreira Leite, antes de se candidatar.
Carlos Carreiras formaliza esta quinta-feira a sua recandidatura na mesma avenida de Lisboa, a da Liberdade, que Bacelar Gouveia. O actual dirigente da distrital anunciou a sua recandidatura em pleno conselho nacional do PSD, no dia 24 de Outubro.
Primavera de Aguiar-Branco
"A Primavera é que nos trará o desabrochar de novas lideranças. A próxima liderança não pode falhar porque o País precisa que nós não falhemos. O calendário está muito correcto", afirmou o líder parlamentar social-democrata na terça-feira à noite, citado pelas rádios, quando confrontado sobre o calendário interno de sucessão e a recusa em antecipar as directas.
Sobre uma eventual candidatura do próprio, Aguiar Branco sorriu e respondeu:"Quando me candidato a um lugar não estou a pensar em mais nenhum. Estou empenhado a 100 por cento na liderança do grupo parlamentar. As minhas energias estão todas concentradas nisso". Mas dentro do partido as suas palavras têm sido interpretadas como um sinal deque gostaria de entrar na corrida.
No PSD o sentimento divide-se entre a tensão latente, onde quase ninguém se pronuncia sobre nomes, e uma longa espera pela clarificação de candidatos, leia-se, adversário ou adversários de Pedro Passos Coelho.
Neste cenário, há quem continue à espera de uma definição de Marcelo Rebelo de Sousa - mesmo que já tenha dito que não ia a votos- e alguma especulação em torno de possíveis pressões sobre Rui Rio. O autarca do Porto arrumou a questão logo em Outubro, confirmando que o seu compromisso só tinha um nome: Porto.
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