
O alicerce das coisas
Informar sem liberdade
Boa parte da comunicação social caminha ela própria, pelos passos que enceta, para a perda da liberdade. Não só não tem meios para ser livre, como desceu os braços na luta por uma sociedade livre. Não se trata tanto de alguém a pressionar ou censurar.Trata-se de cada comunicador, por sua conta e risco, ter medo de dizer ou escrever o que pensa ou o que sabe. Manter o emprego e alinhar com a voz imperante é mais cómodo. Por outro lado, alguns, sem estudar e avaliar os assuntos, comunicam meias verdades ou mentiras chapadas, revelando enorme ignorância sobre o que proferem. Basta verificar o que nos é transmitido da campanha eleitoral para reconhecer como tudo é mais ou menos reduzido a chavões de marketing que aborrece e cria distância. As pequenas vozes não contam porque nos obrigam aos cinco maiores anteriores, sem se perguntarem se não quereríamos ouvir novos agentes.
É mais do que consequente que esta falta de liberdade, um dos valores perdidos nos arranjos de interesses encadeados, está a conduzir, se não a provocar, a crise do sistema democrático.
Ao verificar este ambiente, sobe a interrogação: será que a informação faz parte de um processo cultural ou, sem respeitar uma escala de valores, navega em intenções anticulturalizadoras?
A diminuição da capacidade de reflexão interior tem conduzido, nas últimas décadas, dado o cultivo da imagem visual em detrimento do exercício da razão, à decadência intelectual, verdadeiro perigo da civilização. Há uma desintegração intelectual, moral e religiosa em ritmo acelerado. Domina a impressão sensorial, reduz-se o índice de moralidade objectiva, com enorme irrupção de correntes permissivas, que catalogam como costumes normais as condutas aberrantes.
O elemento religioso é declarado obsoleto, antimoderno, prejudicial. O desrespeito por tudo e todos e a agressão desenfreada, a manipulação do material informativo, a própria desinformação intencionalmente desvirtuada são apenas manifestações de descida moral do ambiente cultural. Reflectem os costumes da sociedade, sem crítica.
Será perigoso para a sociedade e também para a Igreja pensar em estruturas de comunicação, quando os conteúdos das novas a comunicar são pobres ou inexistentes. Até parecem aquelas entrevistas obrigatórias do mundo do futebol, feitas a treinadores e jogadores, que não têm nada para dizer se não o que obviamente por demais era sabido.
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Os Católicos, que constituem a Igreja, têm todo o direito de exprimir as suas ideias em qualquer meio de comunicação.
É o único pensador com quem aprendemos alguma coisa.Nem Alegres nem Alegretes
Êste Bispo apela ao uso da Razão, e a Igreja baseia-se no Mito,na Lenda,no Absurdo,na Mentira?!
A Igreja vem defender quem? A Igreja sempre teve os seus meios para comunicar. Agora vem em defesa de quem? Leiria
Sendo homem forte da igreja como bispo so acho tardio o comentario aos atentados a comunicao parece propaganda eleitoral
Apesar de catolico nao praticante, admiro estes homens da Igreja! Lembro-me do Bispo do Porto D.Antonio F.Gomes (1958)
A impressão sobrepôs-se ao raciocínio e a conveniência à justiça.Mais Filosofia e Matemática: precisa-se!
Tivesse Portugal mais homens como este Bispo, e muita coisa mudaria.A nãr ser que os silenciassem...
Parabéns!!!
Pois se tudo transforma em filosofia do futebol, então o problema não é a falta da liberdade... Os faladores são as imagens.