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Carlos de Abreu Amorim, Jurista
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Jorge Paula  Guilherme Silva é mais a favor do referendoGuilherme Silva é mais a favor do referendo
09 Novembro 2009 - 20h42

Referendo gera debate

PSD dividido sobre casamento entre homossexuais

O casamento entre homossexuais divide o PSD. Há quem defenda um referendo em toda e qualquer circunstância e há quem admita que se se excluir a questão da adopção, pode-se avançar com o projecto-lei para consagrar a união civil registada. O assunto ainda não foi abordado na direcção do partido, mas amanhã o tema pode vir a ser aflorado durante a comissão permanente social-democrata.

Jorge Bacelar Gouveia, que participa quarta-feira num colóquio sobre o casamento entre pessoas do mesmo sexo promovido pela plataforma Cidadania e Casamento, foi o primeiro deputado eleito pelo PSD a defender um referendo há cerca de duas semanas. Na semana seguinte foi a vez do deputado e ex-líder do CDS-PP, José Ribeiro e Castro. Santana Lopes, ex-líder do PSD, já defendeu a consulta popular.

Ao CM, o vice-presidente da Assembleia da República, o social-democrata Guilherme Silva, afirma que a sua posição 'vai mais no sentido de um referendo'.

O líder da JSD, Pedro Rodrigues, tem defendido a união civil registada desde que seja liminarmente excluída a adopção.

Entretanto, a plataforma Cidadania e Casamento, já constituída, propõe a pergunta a referendar: 'Concorda que o casamento possa ser celebrado entre pessoas do mesmo sexo?'. Para o efeito é necessário que se reúnam 75 mil assinaturas. A iniciativa tem como protagonistas o ex-deputado social-democrata António Pinheiro Torres.

O PS, recorde-se, já recusou a hipótese de referendar o casamento entre homossexuais e tem a sua legalização no programa de Governo ao contrário, por exemplo, do PSD.

A nível internacional a prática referendária do casamento entre pessoas do mesmo sexo, tem sido utilizada nos Estados Unidos da América. A última consulta foi realizada no Maine e o resultado foi negativo para quem defendia legalização do casamento entre homossexuais num país em que trinta e um estados recusaram a sua legalização. Já Vermont e New Hampshire foram alguns dos estados federados que aprovaram o casamento entre homossexuais e sem a consulta popular.




Cristina Rita
» COMENTÁRIOS
12 Novembro 2009 - 12h30  | Rafael
Já agora podemos também começar a pensar em casamentos multiplos com duas ou três esposas. Seria giro.
12 Novembro 2009 - 09h58  | Luis Edgar
Porquê "casamento" ? Porque não "contrato civil" com direitos e deveres legalmente reconhecidos
11 Novembro 2009 - 10h34  | Seg.Social
Eu defendo que todos os interessados neste tipo de casamento,que tenham ajuda psiquica,e acompanhamento social,Grátis.
10 Novembro 2009 - 11h56  | Teresa Barreira/BRAGA
Sendo assim legalizem as prostitutas, será mais importante, assim fazem os descontos como qualquer cidadão.
10 Novembro 2009 - 11h53  | Teresa Barreira
Que grande treta, com tanta coisa importante neste país por resolver:emprego,saúde,educação,idosos,crianças,só para rir.
10 Novembro 2009 - 08h58  | FARTA D´ISTO
O PSD TEM É QUE EXIJIR A ALTERAÇÃO AO CÓDIGO PENAL, QUE A JUSTIÇA SEJA "JUSTA", ETC.......
10 Novembro 2009 - 06h42  | Pedro Cardote
União civil registada faz sentido. "Casamento civil" é adulterar um contrato que tem as suas especificidades.
09 Novembro 2009 - 22h16  | Pedro
Com tantos problemas que o Pais tem, e estão preocupados com isto.
09 Novembro 2009 - 22h05  | manuel
SE TÊM LIBERDADE PARA QUÊ CASAMENTO? TANTO PARA DISCUTIR: SEGURANÇA JUSTIÇA SAÚDE DESEMPREGO EDUCAÇÃO O RESTO..
09 Novembro 2009 - 21h56  | A.M.
Proibir o casamento homossexual é uma atitude anti-democrática e um acto de egoísmo tremendo. Pensem nisso.
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