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A ARMA REVOLUCIONÁRIA

Meio escondida, mas lá estava ela, a nova arma do Grupo de Operações Especiais (GOE) da PSP, a pistola-metralhadora belga FN P90 - silhueta a fazer lembrar a ficção científica, pequena, leve e revolucionária até no calibre, mas mortal, mesmo com colete de protecção.

  • 10 de Setembro 2002, 22h44
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Por:Carlos Varela

 

E, no entanto, a nova aquisição passou ontem praticamente despercebida, no meio do exercício de demonstração conjunto de resgate de um refém, que juntou as quatro unidades especiais da PSP: o GOE, o Corpo de Intervenção (CI), Corpo de Segurança Pessoal (CSP) e o Centro de Inactivação de Engenhos Explosivos e Segurança em Subsolo (CIEXSS).

Mas também é verdade que os GOE, até pela segurança que rodeia a sua actividade, não fizeram qualquer gáudio da recentíssima P90, sem igual no tipo de arma e no calibre, quer na GNR quer nas Forças Armadas. Os GOE limitaram-se a pôr um homem equipado com a nova pistola-metralhadora, cobrindo pelo fogo uma unidade de assalto, mas todo o exercício foi feito com as “velhas” pistolas-metralhadoras HK MP-5.

E a ver tudo estavam o ministro da Administração Interna, Figueiredo Lopes, e o director nacional da PSP, Mário Morgado, além de elementos da Protecção Civil e do Serviço Nacional de Bombeiros, como se o governante quisesse dizer: “Trabalhem em conjunto”.

É que o 11 de Setembro está bem presente e se o exercício correu bem, a verdade é que a eficácia da demonstração só foi possível porque as várias unidades especiais da PSP tentam todas a “mesma língua” de comunicações e conheciam as condutas umas das outras, pelo hábito do trabalho conjunto.

E o cenário do exercício obrigava a tal: um industrial feito refém, depois de dispensar os ‘guarda-costas’ do CSP, um grupo criminoso a exigir cinco milhões de euros e a libertação de amigos presos, um carro armadilhado. Primeiro começou a negociação, depois veio o CI estabelecer a segurança na área urbana onde estava o refém, seguiu-se a inactivação do engenho explosivo, por fim os GOE intervêm para o resgate.

O primeiro ‘terrorista’, com a pistola apontada ao refém, é abatido com um tiro no peito, o segundo é imobilizado pela força física, o terceiro é anulado com dois tiros no braço que segurava a arma. Mas tudo isto em escassos segundos e em simultâneo, para não dar hipótese de reacção, e Figueiredo Lopes gostou.

Características

Ligeira e flexível

A P90 é uma pistola-metralhadora produzida pela FN Herstal e que pesa apenas três quilos municiada. O carregador comporta cinquenta munições e fica “deitado” na parte superior da arma, uma opção destinada a facilitar o manuseamento.

Faz tiro a tiro e rajada e tem uma cadência de 900 tiros por minuto. Está dotada com uma mira óptica que permite ao atirador apontar com os dois olhos abertos, e comporta um laser designador de alvo, assim como um supressor de som.
Bate alvos até 200 metros.

Novo calibre

A P90 usa uma munição de calibre de 5,7 x 28 mm, a primeira arma a usar este projéctil. Um dos tipos de bala mais usados tem uma ponta em aço, que perfura mesmo um colete anti-estilhaço, e a base é em alumínio, o que permite que a bala entre e já não saia, reduzindo os danos colaterais.

A munição pesa quase metade da munição de 9 mm usada por pistolas-metralhadoras como a MP-5, mas a P90 é usada apenas por unidade de élite policiais, também devido ao elevado preço, superior a mil euros.
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