Os produtores agrícolas em Portugal continuam a ser maioritariamente homens
Crise pode revalorizar o papel das mulheres na agricultura
A crise poderá resultar na revalorização do "valor da terra", o que deve passar por reconhecer o papel das mulheres na agricultura, afirmou Teresa Morais, secretária de Estado da Igualdade, que vai debater este tema nas Nações Unidas.
A 56.ª sessão da Comissão sobre o Estatuto das Mulheres (CSW), que começa na segunda-feira e se prolonga até 9 de Março, na sede da ONU, em Nova Iorque, tem como tema central o fortalecimento do papel das mulheres rurais e o seu papel na erradicação da pobreza e da fome e no desenvolvimento.
A secretária de Estado dos Assuntos Parlamentares e da Igualdade, Teresa Morais, chefia a delegação portuguesa que participa na comissão. "É um tema muito relevante neste momento" de crise, que poderá resultar na "revalorização de algumas formas seguras de riqueza, como é o caso da terra", disse, em declarações à agência Lusa.
O "investimento em formas supérfluas de riqueza" acompanhou a "desvalorização" da agricultura, mas talvez a crise traga "uma mudança de atitude" face "ao valor seguro da terra" e ao contributo da agricultura, não só para a economia familiar, mas também para a produção nacional de riqueza, estima.
Em Portugal, assiste-se a "uma situação interessante", considera a governante, explicando que, no "contexto de declínio global da agricultura" e de "envelhecimento da população agrícola", tem-se verificado igualmente "um aumento da representação das mulheres", tanto na agricultura familiar, como na empresarial.
Embora os produtores agrícolas em Portugal continuem a ser maioritariamente homens, o número de mulheres aumentou entre 1999 e 2009, representando hoje cerca de um terço dos produtores agrícolas singulares. Ao nível dos trabalhadores agrícolas assalariados, a taxa feminina é a quinta maior da União Europeia (47%).
Teresa Morais realçou que existe "uma forte representação feminina ao nível do ensino superior na área da agricultura" (55 por cento).
Mas não há só indicadores positivos sobre as mulheres das zonas rurais. À semelhança de outros contextos, também ali persiste uma "discrepância salarial entre mulheres e homens", que "ronda os 16 por cento", frisa. Simultaneamente, estas mulheres continuam a estar sub-representadas na política e outras actividades públicas e a serem vulneráveis a situações de exclusão e isolamento, aspectos "em que se pode melhorar", reconhece a secretária de Estado.
Aqui em portugal noa vai ser assim e o que dizem os politicos e so para ingles ver, aqui actualmente da-se subsidios para nao cultivar as terras. e o resto e musica.