Monte da Caparica: Pai de aluno invadiu sala de aula
Professor agredido
Um professor da Escola Primária nº 2 do Monte da Caparica, Almada, foi agredido quarta-feira pelo pai de um aluno. Licínio Grosso ficou com escoriações na face e fracturou os ossos do nariz. Segundo Fernando Miguel, da Associação de Pais do estabelecimento de ensino, o professor chegou a ficar "inconsciente", tendo recebido assistência no hospital.
Por:Joana Freire / Ângela Lopes
O caso ocorreu por volta das 15 horas, hora de saída dos alunos da escola. "O pai, acompanhado pelo filho mais velho, invadiu a escola e entrou numa sala de aula, agredindo o professor Licínio", explicou Fernando Miguel ao CM. Questionado sobre a origem da agressão, disse desconhecer "o que levou o encarregado de educação a tomar uma atitude violenta". Destacou, porém, a possibilidade de ter havido "uma atitude mais firme por parte do professor para com o aluno, o que deve ter irritado o pai".
O professor agredido deu entrada no Hospital Garcia de Orta, em Almada, por volta das 16 horas, uma hora após o sucedido, acompanhado de três professores da escola, por "solidariedade". Licínio Grosso teve alta por volta das 10 da noite, "não havendo necessidade de intervenção cirúrgica", revelou fonte da unidade hospitalar.
Segundo a GNR local, o professor lesado "não apresentou queixa da agressão", tendo seis meses para o fazer.
A falta de vigilância da escola primária deverá ter facilitado, segundo Fernando Miguel, a agressão. O representante da Associação de Pais lembra, por outro lado, que não há um segurança à entrada da escola, o que "é prejudicial para alunos, funcionários e professores, que não têm condições mínimas de segurança".
"O facto de ter sido à hora de saída das aulas possibilitou ao pai entrar nas instalações escolares, uma vez que não há um porteiro que regule a entrada e saída de pessoas."
O CM contactou o professor visado e o Conselho Executivo da escola mas não obteve quaisquer esclarecimentos.
PORMENORES
PAIS ENCERRAM
Cerca de 20 pais dos alunos da Escola Básica 118 do Alto da Ajuda, Lisboa, fecharam ontem a cadeado o estabelecimento, para protestarem contra a falta de segurança das crianças e alegadas agressões por alguns estudantes mais velhos.
ALERTA
O Ministério da Justiça alertou para a necessidade de "autoridade e disciplina nas escolas", durante a abertura do Congresso sobre Estilos de Vida e Comportamentos Adictivos, que ontem debateu os problemas da violência infantil, adolescente e adulta.
MANGUALDE
Na segunda-feira, um aluno da Escola Básica 2, 3 Ana de Castro Osório, em Mangualde, foi suspenso, por dez dias, por ter agredido uma professora por causa de um telemóvel. O agressor já tinha antecedentes de agressões verbais e físicas.
FUNCIONÁRIA ESBOFETEADA POR ALUNA EM VAGOS
l Uma aluna da Escola Básica 2, 3 Dr. João Rocha (Pai), em Vagos, agrediu uma funcionária do bar com uma bofetada, partindo-lhe os óculos, no culminar de uma discussão iniciada pelo facto de se recusar a tirar os pés de cima de uma mesa. A aluna frequenta o Curso de Educação e Formação (CEF) naquela escola e vai conhecer na segunda-feira a conclusão do inquérito disciplinar que lhe foi movido.
"Trata-se de um caso pontual e que não caracteriza esta escola, frequentada por 600 alunos, 80 professores e 20 funcionários", referiu ao CM Júlio Castro, do Conselho Executivo.
Nesta escola, onde está em prática desde há um ano um projecto que visa evitar casos de indisciplina e bullying – assessorado por Alexandre Ventura, da Universidade de Aveiro e novo presidente do Conselho Científico para a Avaliação dos Professores –, não há registo de casos de indisciplina grave, pelo que o sucedido na tarde de quarta-feira não alarma o Conselho Executivo. "São casos isolados e serão analisados de acordo com as circunstâncias apuradas e a gravidade da ocorrência", garantiu Júlio Castro.
Se professores e alunos podem até a Sra Ministra, porque não pode isso?