Apelo a intervenção de Cavaco Silva
Jerónimo promete luta dos trabalhadores
O líder do PCP, Jerónimo Sousa, defende que o Presidente da República, Cavaco Silva, tem motivos para intervir e travar o novo Código do Trabalho, mas adverte que os trabalhadores devem continuar a lutar.
Jerónimo de Sousa mostra-se pouco esperançado em que Cavaco Silva chumbe a nova legislação laboral, “tendo em conta a sua concepção” e o “objectivo da concertação estratégica” com o Governo de José Sócrates. Por isso, “a gravidade” das mudanças ao Código do Trabalho “exigem, no mínimo, intensificar a luta” dos trabalhadores que podem mesmo avançar para uma greve geral.
O líder do PCP critica as alterações laborais propostas pelos socialistas porque “facilitam despedimentos, liquidam os conceitos de horário de trabalho e praticamente acabam com o direito à contratação colectiva através da caducidade”.
CONVERGÊNCIA COM BE DIFÍCIL
O secretário-geral do PCP considera que a convergência com o BE é difícil, pois o partido de Francisco Louçã pensa em “poder e não na convergência a partir da necessidade de uma nova política”.
E se Jerónimo de Sousa não vislumbra um acordo com o BE, muito menos o idealiza com o PS, caso não consiga maioria absoluta nas eleições legislativas de 2009. “Não queremos ser peninhas no chapéu e dar cobertura a uma política profundamente injusta”, justifica.
Para o secretário-geral dos comunistas, o PS é “um partido com bases de esquerda”, mas que quando assume o poder “faz uma política de direita”.
LIDERANÇA POR MAIS QUATRO ANOS
Jerónimo de Sousa quer continuar a liderar os destinos do PCP por mais quatro anos, por considerar que o partido está “mais forte” e que está “com bom ambiente”.
“Estarei onde o partido mais necessitar da minha militância nas a decisão cabe a decisão ao Comité Central”, disse.
Se o PCP ou o BE estivessem no poder...nem democracia iria haver.Para quê tanta farsa?Oeiras