Opinião
Carlos de Abreu Amorim, Jurista
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Bruno Colaço  Para não aumentar os spreads no crédito para compra de casa, a Caixa teve de abdicar de 150 milhões de euros nas suas contasPara não aumentar os spreads no crédito para compra de casa, a Caixa teve de abdicar de 150 milhões de euros nas suas contas
03 Novembro 2009 - 00h30

CGD: Resultados afectados por seguros e saúde

Crédito da casa dá lucro de 150%

Numa altura em que a taxa Euribor a seis meses (o principal indexante no crédito à habitação) se encontra nos 1,004 por cento, os spreads médios praticados pela Banca nos empréstimos à habitação estão nos 1,5 por cento. Um lucro de 150 por cento, mesmo tendo em conta que as instituições financeiras têm custos a suportar (salários de colaboradores e infra-estruturas informáticas).

Com esta diferença de valores (antes da crise os spreads praticados andavam nos 0,5 por cento) que se apresenta de uma forma mais grave no crédito às empresas, não admira que a margem financeira de muitos bancos tenha subido no terceiro trimestre. Uma tendência travada no caso da Caixa Geral de Depósitos (CGD). "O accionista [Estado] decidiu privilegiar o financiamento da economia em detrimento da rentabilidade", afirmou ao Correio da Manhã o vice-presidente da CGD, Norberto Rosa. Segundo aquele responsável esta função de travão na tendência de subida dos spreds (diferença entre o preço do dinheiro pago pelos bancos e o que cobram aos seus clientes pelos empréstimos) terá custado ao banco do Estado cerca de 300 milhões de euros.

O Grupo CGD divulgou ontem os resultados do terceiro trimestre, tendo registado lucros consolidados de 335,1 milhões de euros, o que representa uma queda de 23,3%, fruto da fraca prestação nos seguros e na saúde (900 mil euros de lucro e prejuízos de 32,1 milhões respectivamente).

Já na actividade exclusivamente bancária, o resultado líquido da CGD atingiu os 368,8 milhões de euros até Setembro, correspondentes a uma queda homóloga de 3,7%, devido à evolução da margem financeira e ao abrandamento da actividade internacional. Apesar desta evolução negativa, o CM sabe que a caixa deverá pagar, no final do ano, o mesmo montante de dividendos ao Estado do que o que pagou em 2008: 300 milhões.

"BURACO" DO BPN PESA NOS CONTRIBUINTES

O presidente do Banco Português de Negócios (BPN) afirmou ontem à TSF que a factura de nacionalização do banco vai pesar no bolso dos contribuintes. O vice--presidente da instituição, Norberto Rosa, disse ao CM que "a situação do BPN se encontra diagnosticada e estabilizada". Os créditos irrecuperáveis deverão superar os 1,8 mil milhões de euros.

A reprivatização do BPN terá de ser realizada dentro da Lei Quadro das Privatizações, o que obriga a celebração de um caderno de encargos e respectiva publicação em Diário da República.

Entretanto, o O CDS-PP vai requerer a presença do presidente do BPN, do governador do Banco de Portugal e do ministro das Finanças, Teixeira dos Santos, no Parlamento para que esclareçam quais os custos da nacionalização.

CAIXA CONTRA TAXAS MULTIBANCO

A Caixa Geral de Depósitos (CGD) considera que não é oportuna a introdução de qualquer tipo de taxa para as operações realizadas na rede multibanco. Numa altura em que os restantes bancos reforçaram a pressão, com a justificação de que existem custos associados que têm de ser repercutidos nos clientes, o banco do Estado tem instruções para se continuar a opor a esta exigência. "Temos um sistema diferente do dos restantes países. Temos praticamente uma rede cooperativa (SIBS) e não se deve colocar a questão de taxas", afirmou ao CM, Norberto Rosa, vice-presidente da CGD.

PORMENORES

Evolução da margem financeira entre Set. 08 /Set. 09

Banco Valor* Percentagem

CGD -303 -19,5%

Santander +44 +7,9%

BES +170,4 + 21,8%

BPI -22,4 -4,6%

Crédito a Clientes

Banco Valor* Percentagem

CGD 78.584 + 5,9%

Santander 35.062 + 1%

BES 52.537 +2,9%

BPI 30.255 + 0,9%

Crédito Incumprimento/crédito total

Banco Percentagem Set. 08

CGD 2,9% 2,3%

Santander 1,3% 0,9%

Bes 2,2% 1,5%

BPI 1,9% 1,2%

* – Milhões de euros Fonte: vários bancos




Miguel Alexandre Ganhão
» COMENTÁRIOS
03 Novembro 2009 - 13h47  | Pé-Rapado
Cada dia temos mais razões para voltar ao "antigmamente" e pôr o dinheiro debaixo do colchão!
03 Novembro 2009 - 13h45  | CM-Fã
Cem mil euros a 30 anos so em spread ganham cerca de 50 mil euros. Escadaloso mesmo.
03 Novembro 2009 - 11h12  | Fernando Setubal
Concordo que o BPI é o Banco que mais argumentos arranja para roubar os seus clientes, não têm consideração pelos client
03 Novembro 2009 - 10h30  | contribuinte
Não mexam no que é meu,porque ai sou capaz de pegar em armas,uns roubam e outros é que pagam,não brinquem comigo.LX
03 Novembro 2009 - 08h54  | José - Valongo
Mais do mesmo. Eles comem tudo e não deixam nada.LADRÕES.Assim não pode continuar.De mim nem um cêntimo vêm.BANDIDOS
03 Novembro 2009 - 08h23  | Antonio Moura
Isto é o resumo da robalheira
03 Novembro 2009 - 06h30  | Rui Gomes - Angola
LUCRO DE 150% ??? CHAMEM-LHE MAS É OUTRA COISA: QUE TAL ROUBO DESCARADO DE 150% !!!???
03 Novembro 2009 - 02h46  | jose vistodefora
DÊM TEMPO AO TEMPO, E VÃO COMEÇAR A VER NOTICIAS DE GERENTES DE BANCOS Á CORDAREM COM A CABEÇA SEPARADA DO CORPO!CRISE..
03 Novembro 2009 - 02h44  | jose vistodefora
O BANCO QUE MAIS ROUBA AOS CLIENTES EM PORTUGAL É O BPI, SEGUIDO DO BCP ETC..., ASSALTEM ESTES BANCOS!100 ANOS PERDÃO..
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