
Da vida real
Mudou-se
Não gosto nem da forma nem da substância da actividade governativa do primeiro-ministro.Sou adversária política do Partido Socialista. Esse facto nunca me impediu de reconhecer – quando me deparei com ela – a qualidade de alguns dos seus agentes políticos e até o mérito das respectivas acções. O mesmo vale para os demais partidos do espectro político nacional. E o facto de ser militante do PSD também nunca me inibiu de discordar do meu Partido quando a minha consciência ou o que eu entendia ser a prossecução do interesse público assim o ditavam.
Quer isto dizer que não confundo adversários políticos com inimigos, nem diferenças de ideias com guerras. Nem para mim, o que outrem faz, apenas porque provém de outro partido, está mal por definição. Longe disso. Uma boa medida ou um bom projecto são bons para o País e para as pessoas, ou não. E se são, há que apoiar. Se não são, há que criticar e apresentar alternativas.
Isto clarificado, tenho de dizer que não gosto nem da forma nem da substância da actividade governativa do primeiro-ministro, basicamente porque não lhe reconheço um projecto digno desse nome para o País e porque a arrogância me incomoda. Aliás, sempre entendi a arrogância como uma espécie de fraqueza.
Mas gosto ainda menos de ver uma das mais altas individualidades do Estado envolta em suspeitas e dúvidas (justas ou injustas), corrosivas da confiança dos Cidadãos na Democracia e demolidora para as Instituições. As desgraças dos adversários políticos não me contentam nem um pouco. E ainda se fossemos um País com um tecido social forte, sempre a sociedade teria respostas independentes e lá estaria, por si. Agora, um País habituado a depender dos Poderes Públicos, estando parte das estruturas e agentes políticos, ao mais alto nível, sob suspeita, é insustentável. Há clarificações que a transparência exige. Mesmo que o Governo apareça agora aparentemente tão dócil, tão dialogante, nada apaga esta situação dramática.
Como dramática é a cautela e o meio silêncio de quase toda a Oposição, em torno de mais um processo de dimensões demenciais. E o ponto é que nada disto vai ficar por aqui, como veremos.
Há demasiadas faces ocultas cuja máscara ainda não caiu. No Portugal de hoje, nós, todos, desconfiamos.
E a confiança é um factor essencial ao desenvolvimento económico e cívico; mas essa, agora, não mora aqui.
Procurou locais menos poluídos.
- Ultima Hora
- + lidas
- + comentadas
- + enviadas
- 18:18Carris vai lançar passe anual
- 18:08SPORTING-BENFICA, às 20:15
- 17:53Ministro defende Pinto Monteiro e Noronha do Nascimento
- 17:51Irão: Embaixada italana atacada
- 17:50Portugal emite títulos de dívida pública
- 17:35Parou autocarro para rezar
- 17:34Nova pílula combate osteoporose
- 17:19Irão inicia enriquecimento de urânio a 20%
![]() |















Admiro muito esta Senhora,a quem a vida tem sído madrasta, mas graças a Deus tem sído forte. Quem dera vê-la c/lider PSD
Só que, infelizmente, quando as pessoas estão fora do poder dizem umas coisas bonitas, se lá estivessem como seriam?
Só que, infelizmente, quando as pessoas estão fora do poder dizem umas coisas bonitas, se lá estivessem como seriam?
Dr. Paula Concordo consigo, o PM é demasiado suspeito, mas o seu PSD veio ajudá-lo votando nova Lei das Escutas!
Ja chega de SOCRETICES e Hora de Acabar com isto ViVA O REI VIVA PORTUGAL
Palavras sábias!Mas infelizmente pelo resultado das últimas eleições,a maioria dos potugueses não se importam com isso..
Como antigo (de 1974) militante do PSD, não concordaria consigo em muita coisa. Mas, neste caso, os meus parabéns.
Cara P. Cruz, É verdade que existem demasiadas FACES OCULTAS. E o problema é serem DEMOCRATICAMENTE OCULTAS ! !
Não vejo diferença entre o PS e o PSD pois ambos são Partidos da Direita Liberal.Veja-se o Código do Trabalho do PS.
Concordo em absoluto com Paula T.da Cruz - é pena que na A.República não apareçam comentários com esta dignidade !