Foto Diogo Pinto
Maria Cristina Borges, de 53 anos e Alzira Borges, de 78, perderam a vida na segunda-feira, no acidente da A25, perto do nó de Talhadas.
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27.08.2010  00:30
Família reconheceu objectos das vítimas
Um brinco, um anel, um relógio e parte de um fio de ouro. Estes foram os objectos encontrados pela GNR, na segunda-feira, junto aos corpos das duas vítimas carbonizadas no acidente da A25, em Sever do Vouga, e que foram já identificados pela família como sendo pertencentes a Maria Cristina, de 53 anos, e à sua mãe, Alzira Borges, de 78 anos, naturais de Oliveira de Frades.

A presença das jóias junto dos corpos não deixa dúvidas quanto à identidade das vítimas. No entanto, só os resultados dos testes de ADN, que serão conhecidos hoje, poderão confirmar qual é o cadáver de Maria Cristina e qual é o corpo que pertence a Alzira. "A família reconheceu os objectos que se encontravam junto aos corpos e não há dúvidas de que são as duas mulheres que estavam desaparecidas. No entanto, como os corpos estão irreconhecíveis, tivemos de realizar testes de ADN para saber qual é o corpo da mãe e qual é o que pertence à filha", explicou ao CM Duarte Nuno Vieira, presidente do Instituto Nacional de Medicina Legal.

Alzira e Cristina usavam ainda próteses dentárias, o que impossibilita que sejam identificadas através da dentição. Anteontem à tarde, Alexandre, o jovem de 20 anos que ia no carro com as vítimas e a irmã Lisa, que está em coma induzido, dirigiu-se ao hospital, onde lhe foi recolhido material biológico, que será comparado com o ADN da tia e o da avó. Os testes foram realizados no Serviço de Genética Forense da Delegação do Centro do IML e os resultados deverão ser conhecidos ainda durante o dia de hoje. Segundo amigos da família, os funerais das duas vítimas não deverão ser realizados antes de segunda-feira.

CINCO FERIDOS CONTINUAM INTERNADOS

Cinco dos 73 feridos do acidente na A25, Sever do Vouga, continuam internados, mas nenhum corre perigo de vida. No Hospital Pediátrico de Coimbra, um menino de cinco anos, irmão de João Filipe, uma das vítimas mortais, foi submetido a duas intervenções cirúrgicas. Também em Coimbra, nos hospitais da Universidade, estão internados três homens, um deles nos cuidados intensivos. O quinto ferido que ainda está no hospital é Lisa Silva, que se encontra em Lisboa.

MINISTRO RECUSA FALAR SOBRE O ACIDENTE

Rui Pereira, ministro da Administração Interna, recusa-se a falar sobre o acidente de segunda-feira, no qual morreram cinco pessoas. O ministro garantiu que só fará declarações após a conclusão do inquérito instaurado.

"Não direi nenhuma palavra acerca de responsabilidade em relação ao acidente antes do inquérito estar concluído", afirmou ontem Rui Pereira. Recorde-se que, logo após o acidente, o ministro dirigiu-se ao local da tragédia, para se inteirar dos pormenores.

"ELA ESTÁ A RECUPERAR E JÁ NÃO CORRE PERIGO DE VIDA"

Lisa Silva, a jovem de 19 anos que ficou com 25% do corpo queimado ao ajudar o irmão, Alexandre, a escapar às chamas, continua internada no Hospital de Santa Maria, em Lisboa. A jovem está em coma induzido devido às dores que sente. No entanto, segundo familiares, encontra-se fora de perigo.

"Ela está a recuperar lentamente e já não corre perigo. Já tem períodos de consciência e apenas está em coma induzido para não sentir as dores das queimaduras", explicou ao CM António Tavares, familiar das vítimas.

Durante o acidente, Lisa sofreu várias queimaduras na face, no tronco e nos membros. Anteontem, o irmão, Alexandre, dirigiu-se a Lisboa com os primos para visitar a jovem.

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