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Impresso do site do jornal Correio da Manhã, em www.cmjornal.pt
O líder do PS ganhou ontem o frente-a-frente televisivo contra o primeiro-ministro. Segundo uma sondagem CM/Aximage, à pergunta ‘Quem ganhou o debate?’, 48% dos inquiridos responderam António Costa, 35,7% Passos Coelho e 16,3% nenhum dos dois. Ou seja, uma diferença de 12,3 pontos percentuais.
A sondagem foi realizada após o debate, com uma amostra de 150 entrevistas telefónicas e uma margem de erro de 8%.
Foi um debate marcado por um regresso ao passado, ao anterior governo socialista e à presença da troika em Portugal. O nome do ex-primeiro-ministro José Sócrates, que está em prisão domiciliária após nove meses de detenção na prisão de Évora, foi pronunciado doze vezes, a grande maioria das quais por Passos Coelho, ao ponto de, já quase no fim, António Costa, incomodado com as referências, ter afirmado: " Porque é que não o visita lá em casa, já que tem saudades de debater com ele?" Mas Costa nada tem previsto na agenda para o visitar.
O caso Sócrates entrou no duelo logo nos primeiros 25 minutos, antes do intervalo, com referências explícitas de Passos, depois de o líder do PS ter tentado evitar o nome de Sócrates ao referir-se apenas ao "anterior governo". O primeiro-ministro percebeu a omissão e usou a herança socialista como
Portugueses dão vitória a Costa
arma de arremesso. Isto enquanto o líder do PS atacava a credibilidade de Passos, referindo-se às promessas não cumpridas, às medidas de austeridade "além da troika" e até ao programa VEM, para trazer jovens emigrantes de volta ao País, sem resultados. "Zero, zero", repetiu Costa. Nos temas económicos, Passos aproveitou a herança socrática para atacar o programa socialista de estímulo ao consumo, classificando-o de despesista, ao "estilo político de José Sócrates". O líder do PS contra-atacou colocando em causa a honestidade de Passos Coelho: "O senhor disse uma coisa e fez o contrário, tudo aquilo que prometeu o senhor não fez". E defendeu que o PSD "quis a troika no País".
Após o debate, o Correio da Manhã confrontou o primeiro-ministro com as comparações ao governo de José Sócrates, tendo este dito que "era inevitável" a comparação de políticas, mas nunca as judiciais.
Clique para aceder à rubrica com a opinião de Octávio Ribeiro, diretor do CM, sobre este tema: Dois para uma maioria absoluta