Foto REUTERS/Hugo Correia
António José Seguro, líder do PS
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08.04.2013  01:00
A censura só deu um ponto ao PS
Se as eleições fossem hoje, segundo a sondagem CM/Aximage, o PS tinha 32,6% e o PSD 25,3% dos votos.
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O PS não tirou, em termos eleitorais, vantagem significativa com a moção de censura rejeitada, no passado dia 3, no Parlamento pela maioria PSD/CDS. O ganho nas intenções de voto foi de apenas um ponto percentual. Ainda assim, se as eleições fossem hoje, os socialistas ganhavam com 32,6 por cento dos votos, contra 31,6% em março.

Segundo uma sondagem CM/Aximage, realizada entre os dias 1 e 4 de abril (antes, portanto, da decisão do Tribunal Constitucional sobre o Orçamento do Estado), o PSD também sobe, mas apenas duas décimas (de 25,1% para 25,3%).

O CDS foi o partido com a maior queda, menos 2,7 pontos percentuais, apesar de o seu líder, Paulo Portas, ser o mais popular (ver info). Com uma descida residual, o PCP passa de 12,2 para 12% e o BE sobe de 7,1% para 7,8%. Em termos de popularidade dos líderes, numa avaliação de 0 a 20 valores, Jerónimo de Sousa, do PCP, continua à frente destacado e Passos Coelho em último, com apenas 3,9 valores.

O ministro dos Negócios Estrangeiros mantém a liderança na popularidade entre os ministros, obtendo 11,8 valores. Em segundo lugar está Assunção Cristas (11,4), do CDS, ministra da Agricultura. O ministro das Finanças, Vítor Gaspar, ocupa agora o último lugar, já sem Miguel Relvas na equipa. 

FICHA TÉCNICA

Universo: indivíduos inscritos nos cadernos eleitorais em Portugal com telefone fixo no lar ou possuidor de telemóvel.

Amostra: aleatória e estratificada (região, habitat, sexo, idade, escolaridade, actividade e voto legislativo) e representativa do universo e foi extraída de um sub-universo obtido de forma idêntica. A amostra teve 601 entrevistas efectivas: 282 a homens e 319 a mulheres; 146 no interior, 241 no litoral norte e 214 no litoral centro sul; 160 em aldeias, 211 em vilas e 230 em cidades. A proporcionalidade pelas variáveis de estratificação é obtida após reequilibragem amostral.

Técnica: Entrevista telefónica por C.A.T.I., tendo o trabalho de campo decorrido nos dias 1 a 4 de Abril de 2013, com uma taxa de resposta de 79,9%.

Erro probabilístico: Para o total de uma amostra aleatória simples com 601 entrevistas, o desvio padrão máximo de uma proporção é 0,020 (ou seja, uma “margem de erro” - a 95% - de 4,00%).

Responsabilidade do estudo: Aximage Comunicação e Imagem Lda., sob a direcção técnica de Jorge de Sá e de João Queiroz.



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