Foto D.R.
Eduardo Leite foi operado de urgência por uma equipa de neurocirurgiões
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18.08.2012  17:41
Operário sobrevive a barra de ferro atravessada na cabeça
Um operário da construção civil que trabalhava numa obra em Botafogo, na zona sul da cidade brasileira do Rio de Janeiro, sobreviveu a um acidente de tal forma grave que os médicos não conseguiam acreditar quando ele chegou ao hospital consciente e a contar o caso.

Eduardo Leite, de 24 anos, teve o crânio trespassado por uma barra grossa de ferro com dois metros de comprimento, que ficou presa à sua cabeça com uma das extremidades a sair por entre os olhos.

Os bombeiros tiveram que serrar a barra de ferro no local do acidente, mas, ainda assim, Eduardo chegou ao hospital com mais de meio metro do objecto atravessado na cabeça.

Apesar do horror que a visão representava a quantos olhavam para o operário, este chegou ao Hospital Miguel Couto, na Gávea, também na zona sul da capital carioca, perfeitamente consciente e dando detalhes do ocorrido.

Uma equipa de neurocirurgiões operou o rapaz de urgência durante seis horas, numa delicada operação para extrair vagarosamente, com todo o cuidado, a barra de ferro e também para reconstruir a face e a parte do crânio afectadas.

Depois, Eduardo foi levado para uma Unidade de Tratamento Intensivo, onde mais uma vez surpreendeu os médicos: ao acordar, não tinha, aparentemente, qualquer sequela visível.


De acordo com o boletim médico daquele hospital, o operário está consciente, não tendo tido memória, fala e movimentos aparentemente afectados. O rapaz deverá ter alta no final da próxima semana e, só dentro de alguns meses, quando a região atingida se recuperar totalmente, será possível avaliar se ficará com sequelas menos visíveis, como a capacidade de cálculo e raciocínio.

A barra de ferro caiu do quinto andar do edifício em construção, de uma altura superior a 15 metros e especialistas calculam que, ao atingir a cabeça de Eduardo, o peso fosse equivalente a pelo menos 300 quilos. O operário, que estava no rés-do-chão, agachado, a preparar um material, usava o capacete de protecção, mas o impacto foi tão violento que a barra o atravessou e entrou no crânio pela parte de cima, saindo uma das pontas entre os seus olhos.

Por um verdadeiro milagre, nenhuma área vital do cérebro foi atingida, o que poderia deixá-lo cego ou paralisado para toda a vida. A parte do cérebro danificada, afirmam os médicos, tem uma função ainda desconhecida para a medicina, pelo que só com o tempo será possível saber-se se o jovem realmente ficou ou não sem sequela alguma.

"O cérebro é uma área totalmente desconhecida para o ser humano. Às vezes uma lesão pequena deixa o paciente em coma e paralítico para o resto da vida e às vezes uma lesão grande, como esta, não deixa sequela alguma", afirmou o director-geral do Hospital Miguel Couto, Luiz Essinger, tão espantado quanto os demais médicos pelo facto de o rapaz ter sobrevivido e tão bem a um acidente tão grave.

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