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Kelvin foi enterrado sem terem sido feitos exames que provassem qual a data e o motivo do falecimento
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08.06.2012  19:15
Menino pede água no seu velório e morre
Uma situação absolutamente inusitada assustou e revoltou os parentes de um menino de dois anos que foi declarado morto num hospital e estava a ser velado na periferia de Belém, capital do estado brasileiro do Pará.

De acordo com várias testemunhas que estavam no velório, o menino supostamente morto, Kelvin Santos, a certa altura sentou-se no pequeno caixão e pediu que lhe dessem água, voltando em seguida a deitar-se.

Houve, naturalmente, um susto tremendo em todos os presentes, que inicialmente ficaram petrificados ao ver o menino a sentar-se e a falar. Depois, quando o espanto e o medo passaram, o pai de Kelvin, António Santos, correu com o menino para uma unidade de saúde próxima do local onde estava a ser realizado o velório.

Na unidade de saúde, os médicos confirmaram que o menino estava realmente morto. Os presentes garantem que não foi invenção nem imaginação de ninguém, que Kelvin realmente falou, dizendo que estava com sede, voltando logo em seguida a ficar prostrado no caixão.

A polícia do Pará abriu uma investigação para saber se a criança morreu mesmo quando foi dada como morta pela primeira vez, ou se os médicos não perceberam que ele eventualmente estava apenas em estado catatónico, muito semelhante à morte, e se só morreu efectivamente no velório por falta de assistência.

Kelvin foi dado oficialmente como morto pelos médicos do Hospital Aberaldo Santos, na localidade de Icoaraci, na periferia de Belém, para onde o pai o levou com febre e falta de ar. No dia seguinte, os médicos informaram a família que Kelvin tinha morrido de insuficiência respiratória, desidratação e que tinha sofrido durante a noite uma paragem cardíaca.

Perante a denúncia de que a criança ainda estava viva no velório, responsáveis pelo hospital e pela Secretaria de Saúde negaram essa possibilidade e garantiram que foi feito todos os possíveis para salvar Kelvin.

A família, inconformada, ainda tentou adiar o enterro, que foi pago pelo próprio hospital dado à pobreza dos pais do menino.

Tal não foi autorizado e Kelvin foi enterrado sem terem sido feitos exames que provassem qual a data e o motivo do falecimento.

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