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18.03.2011  00:05
Cativa em galinheiro era forçada a fazer sexo com amigos da mãe
Uma menina brasileira de 14 anos foi mantida pela própria mãe durante um ano trancada num galinheiro imundo, e era forçada pela progenitora a fazer sexo oral no padrasto e em vários outros homens amigos do casal. A adolescente foi libertada do cativeiro depois de uma denúncia feita ao Conselho Tutelar de Menores da cidade de Chácara, no estado de Minas Gerais, e está internada num hospital de Juiz de Fora, no mesmo estado.

Ela passava tanta fome que chegou ao hospital num estado extremo de desnutrição e desidratação, pois, além de não lhe darem comida, também raramente lhe davam água. De acordo com funcionários do Hospital E Pronto Socorro de Juiz de Fora, a adolescente pesa apenas cerca de 25 quilos, muito abaixo do que seria normal para uma pessoa saudável na sua idade.

Em depoimento informal à polícia, uma vez que o seu estado ainda não lhe permite esforços, ela contou que a mãe e o padrasto, além de não lhe darem água e comida, espancavam-na e torturavam-na amiúde dentro do galinheiro, onde vivia trancada dia e noite, no meio da sujeira e sujeita a intempéries. Os médicos constataram que ela tem o corpo todo repleto de hematomas e ferimentos provocados por tortura e espancamentos.

"Em vinte e tantos anos de polícia, eu nunca tinha visto uma criança ser tão maltratada."-Desabafou a repórteres a inspectora Dolores Tambasco, que está a comandar as investigações sobre o caso. Ela também chefia a caçada ao padrasto e à mãe da adolescente, que fugiram depois de terem ido ao hospital ameaçar a menina de represálias ainda piores se contasse alguma coisa.

Mas a menina, depois disso protegida pela polícia no hospital, contou. Segundo ela, a mãe primeiro obrigava-a a fazer sexo oral com o padrasto, batendo-lhe bastante até ela ceder. Depois, a mulher começou a forçá-la a fazer também sexo oral com muitos outros homens, amigos dela e do marido, que convidava para casa e a quem oferecia a menina. As sessões de tortura também eram frequentes, sem qualquer motivação, contou ela, por puro prazer da mãe e do padrasto.

A adolescente foi criada pela bisavó na cidade de Coronel Pacheco, também em Minas Gerais, uma vez que a mãe desapareceu há vários anos. Há pouco mais de um ano, porém, a mulher voltou para Coronel Pacheco, agora acompanhada de um novo marido e de três outros filhos. Todos, menos a bisavó, foram residir em Chácara, onde a mãe, o padrasto e os três filhos ficaram na casa que alugaram, enquanto a menina foi trancada no galinheiro, do lado de fora.

O calvário da menor só teve fim porque o motorista de um camião de mudanças, que recentemente foi levar para a casa de Chácara o resto dos móveis da família que ainda estavam na casa de Coronel Pacheco, viu a situação da pobre adolescente e denunciou o caso. Agentes municipais de saúde e membros do Conselho Tutelar de Menores foram à casa de surpresa, libertaram a vítima, levaram-na para o hospital e comunicaram o caso à polícia.

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