Foto UIG via Getty Images
Índios no Brasil
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28.12.2013  16:04
Aldeias de índios atacadas e queimadas no Amazonas
Grupos de homens que extraem madeira fizeram os ataques.

Aldeias de índios foram atacadas na sexta-feira, na região do município de Manicoré, no sul do estado brasileiro do Amazonas, coração da floresta amazónica, por grupos de homens que extraem madeira na área da reserva e têm propriedades agrícolas nas localidades de Apuí e Santo António do Matupi, na mesma região. Não há notícia de vítimas, mas o clima é de muita tensão e forças militares foram enviadas para proteger os índios e conter os ânimos.

Uma das aldeias, da tribo Tenharim, foi totalmente destruída e depois incendiada. Os 143 índios fugiram e estão a ser protegidos pelo Exército. Noutras zonas os agressores destruíram a rede eléctrica e as casas mas não chegaram a incendiá-las totalmente.

Na terça-feira passada, véspera de Natal, já tinham ocorrido ataques, levados a cabo supostamente pelos mesmos grupos. As sedes da Funai, Fundação Nacional do índio e da Funasa (Fundação Nacional de Saúde), em Umaitá, na mesma região, foram atacadas e incendiadas.

Os ataques dos últimos dias são o culminar de um clima de guerra latente que existe já há muito tempo entre os índios, madeireiros e agricultores da região, principalmente de Manicoré e de Santo António do Matupi. Os índios, cujas terras foram atravessadas por uma estrada nacional – a BR 230 – cobram portagem para deixar passar camiões e até veículos ligeiros. Os demais habitantes da região não aceitam e ainda acusam os indígenas de estarem a manter em cativeiro trabalhadores que desapareceram recentemente na estrada.

POLÍCIA ENTRA EM RESERVA ÍNDIA DO BRASIL EM BUSCA DE TRÊS BRANCOS DESAPARECIDOS

A polícia brasileira entrou, este sábado, numa reserva índia a 700 quilómetros de Manaus (norte) para procurar três homens brancos que ali desapareceram há uma semana, um dia depois de um ataque de fazendeiros brancos aos índios.

Segundo o site de informação ‘G1’, a polícia federal foi autorizada pelo Ministério da Justiça a entrar na reserva indígena de Tenharim, um território de 470 mil hectares onde vivem cerca de 700 índios.

Cerca de 30 polícias militares (PM) foram também destacados para garantir a segurança na reserva e impedir novos ataques contra os índios. Segundo a imprensa local, a situação está sob controlo, mas tensa.

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