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Foto Sérgio Lemos
Duarte Lima nasceu pobre há 54 anos. Subiu a pulso e venceu a morte
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29.08.2010  00:00
As três vidas do advogado
Um homicídio paira sobre o benemérito da luta contra a leucemia. Duarte Lima nunca se poupou a uma batalha.
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Rosalina Ribeiro anotava todas as lembranças na agenda: na de 1999 tinha escrito, para o Natal, "perfume para homem (dr. Duarte Lima) Armani". Dá ideia de que conhecia o gosto requintado do seu advogado, que veste fatos Rosa & Teixeira, gosta de carros BMW de alta cilindrada, almoça quase diariamente no restaurante da capital Solar dos Presuntos – onde gasta uma média de 40 euros por refeição. Não se sabe ao certo desde quando se conheciam, mas terá sido ele o conselheiro jurídico na disputa da herança do magnata Tomé Feteira – falecido em Dezembro de 2000 – entre Rosalina, ex-secretária e amante, e a filha dele fora do casamento, Olímpia Menezes.

Na defesa de Rosalina não há um única peça processual assinada por Duarte Lima. O advogado português Valentim Ramalho Rodrigues esclarece que só ele próprio teve procuração nos processos judiciais em Portugal, excepto alguns onde foram feitas diligências no Brasil "e, aí, a procuração era passada a causídicos brasileiros. Duarte Lima pediu-me para acompanhar o processo identitário", justifica, tendo representado Rosalina, depois, nos processos que se seguiram.

A fatídica morte de Rosalina Ribeiro, aos 74 anos – assassinada a tiro na noite de 7 de Dezembro de 2009 – suscitou uma série de perguntas por responder [ver caixa]. Muitas delas dirigidas ao advogado e ex-deputado do PSD Duarte Lima, que foi a última pessoa conhecida a ver a vítima com vida.



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