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Foto Bruno Colaço
Só os mestres mais velhos detêm o segredo da confecção
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12.08.2012  15:00
175 anos de pastéis de Belém
O clã Clarinha conserva o segredo dos pastéis criados por um monge. Tem de ser. Já foram alvo de espionagem industrial
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Não subiram ao estrelato, como o fado ou o futebol, e nunca saíram do seu bairro, mas não lhes faltam admiradores pelo mundo fora e até já foram alvo de espionagem industrial. Completam este ano 175 anos. Não há crise que lhes toque e talvez por isso até o ministro da Economia, Álvaro Santos Pereira, defendeu que bom remédio para os investidores era "alguém abrir um franchising dos natas".

Mas para Miguel Clarinha, um dos actuais responsáveis da fábrica dos pastéis de Belém, em Lisboa, a questão não é assim tão simples: "A exportação só fará um dia sentido se não for necessário abdicar da qualidade." É que para pôr lá fora os mais famosos de todos, era preciso "congelar", o que "certamente iria alterar o seu sabor original", afirma.

Esta receita original, que ninguém consegue imitar, era confeccionada pelos monges do Mosteiro dos Jerónimos, que os confeccionavam e vendiam à então parca população de Belém. Com as revoluções liberais, em 1837, os monges e as freiras viram-se expulsos dos seus conventos e abadias, e, segundo reza a lenda, Domingos Rafael Alves, um comerciante com olho para o negócio que possuía uma antiga refinaria de açúcar onde hoje é a loja dos pastéis de Belém, terá comprado a cobiçada receita ou empregado o monge que a detinha, não se sabe ao certo. Assim, juntou-se o útil ao agradável, que é como quem diz, o mestre ao açúcar, produto raro e caro na época.



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