Eleições regionais na Madeira
Oposição quer debates com Alberto João Jardim
O candidato do PS às eleições regionais de Outubro na Madeira disse esta segunda-feira ser "incompreensível" e "intolerável" que o presidente do Governo Regional há 35 anos recuse debater projectos e ideias com os seus adversários políticos em tempo de campanha eleitoral.
Maximiano Martins falava aos jornalistas numa iniciativa da sua candidatura junto à praia de Machico, uma terra que já "viveu a alternância política" porque foi governada durante muitos anos pela oposição (UDP e PS).
Segundo o cabeça de lista socialista madeirense, citado pela Lusa, para que as próximas eleições sejam "livres e justas há um conjunto de condições que é necessário satisfazer", entre as quais a "serenidade no ambiente político e social, a tolerância entre adversários, a livre expressão equilibrada de opiniões e projectos nos meios de comunicação social, o respeito pela ética e autocontenção por parte dos membros do Governo, o debate e confronto de ideias de projectos".
"Nem todas essas condições estão garantidas" mas "estou empenhado em que se realizem", declarou. Maximiano Martins criticou ainda a posição da rádio e da televisão públicas na Madeira, dizendo ser "incompreensível a atitude de fecho à possibilidade de debates" entre os representantes políticos na região.
É "intolerável a fuga ao debate por parte do meu principal adversário político, que está há 35 anos no Governo da região, que é suposto ter conhecimento total dos dossiês, mas foge porque teme e é estranho não querer ser confrontado com as minhas ideias e projectos", frisou.
"Quero discutir cara a cara com presidente do Governo Regional e perante os madeirenses os projectos e problemas da Região Autónoma da Madeira porque isso é vital para a vida em democracia e para encontrar soluções para todos os madeirenses", declarou o candidato do PS-M.
"Isto mais que um desafio, é fazer entender ao presidente do Governo que tem responsabilidade, porque está há 35 anos no poder, tem que prestar contas. Se está seguro do que fez não se percebe porque não vem ao debate? Todos temos a ganhar com isso", concluiu.
Até onde é que o PS e a tão santa democracia nos têm salvo da roubalheira e da entrega do país ao estrangeiro, a todos os oportunistas e à perda da soberania? Jardim tem defeitos mas... e os outros?