Precários promovem protesto para as 15h00 de 10 de Setembro
Manifestação de professores no Rossio
Três professores em situação precária lançaram o apelo através da rede social Facebook, para os professores em situação idêntica e todos os outros, bem como familiares e amigos que estejam solidários, para participarem na manifestação marcada para sábado, 10 de Setembro, às 15h00, no Rossio, em Lisboa.
Por:João Saramago
Miguel Reis, 33 anos, de Lisboa, é um dos professores que organiza este protesto. Este ano integra o grupo de perto de 40 mil professores que não foram colocados. A dar aulas há dois anos, disse que no último ano foi "colocado em quatro escolas diferentes por periodos de um a dois meses, em diferentes pontos do país".
Professora de história desde 1999, Belandina Vaz, 37 anos, conta que permanece sujeita todos os anos a contratos com termo certo, pelo que todos os anos quando chega a Setembro é o medo perante a possibilidade de ficar sem emprego. A exemplo de Miguel Reis, também este ano, Belandina Vaz residente em Sintra, não foi colocada.
Sérgio Paiva, 33 anos, professor de matemática, é outro dos mentores do protesto. Professor desde 1999, casado e com dois filhos referiu que este ano foi colocado com horário completo numa escola do concelho de Sesimbra, mas a incerteza mantêm-se: "Há onze anos que vivo com o receio de no ano seguinte não ter trabalho, ou então vir a ter um horário reduzido, com consequente redução do ordenado, que no índice 151 ronda os 1100 euros".
A manifestação surge depois de 37 mil professores terem ficado de fora da lista de novas contratações do ministério da Educação que integra apenas 12 mil professores, menos cinco mil que no ano anterior.
Perante os cerca de dois mil professores que no ano passado foram reformados, o sistema de ensino público português conta assim este ano com menos sete mil docentes, situação que na perspectiva dos professsores que convocaram a manifestação é prejudicial para os alunos.
Camaradas vamos a isto. É tempo de acabar a exploração de mão de obra barata, vulgo professores contratados. Trabalham mais e mais horas que os efectivos e chegam a ganhar metade. É tempo de dizer chega