323 colheitas de órgãos em 2010
Helicópteros do INEM transportam orgãos para transplantes
Cinco helicópteros do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) vão passar, a partir de quinta-feira, a transportar órgãos para transplantes, depois de um protocolo assinado esta quarta-feira com a Autoridade para os Serviços de Sangue e da Transplantação (ASST).
O governante presidiu à cerimónia de assinatura do protocolo entre o INEM e a ASST, que decorreu no heliporto das Salemas, em Loures, e que vai permitir que a partir de quinta-feira os serviços de transplante de órgãos possam recorrer aos helicópteros da frota do INEM.
O secretário de Estado adjunto e da saúde, Manuel Pizarro, explicou que este acordo vai permitir não só diminuir o tempo de espera dos doentes que vão ser transplantados, como também os custos para o Estado.
Em declarações à agência Lusa, o presidente do INEM, Miguel Soares de Oliveira, referiu que a prestação deste serviço vai possibilitar "uma gestão mais eficiente dos cinco helicópteros que o instituto possui", sublinhando que "os custos para o INEM vão ser os mesmos uma vez que o serviço de transplante vai ser pago pelos hospitais".
Por seu turno, a coordenadora nacional de unidades de colheita de órgãos e transplantação destacou a "rapidez" com que os órgãos passarão a ser transportados para os hospitais.
"A qualidade do órgão depende do tempo em que está conservado em gelo. O coração, por exemplo, é o órgão mais susceptível e geralmente só temos 4 horas desde a colheita até à implantação no doente. Por isso, este serviço será uma mais-valia", ressalvou Maria João Aguiar.
De acordo com a responsável, em 2010 Portugal registou um total de 323 colheitas de órgãos.
Estes números colocam Portugal, juntamente com Espanha, na liderança da actividade de colheita de órgãos, sendo que no ano passado voltou a ultrapassar a barreira dos 30 dadores por milhão de habitantes.
este anonimo só pode estar parvo ,deve estar a precisar de um transplante de cerebro