Dez pessoas ficaram feridas, sete com gravidade
Explodiu cinco casas ao tentar suicidar-se
A violenta explosão de um botija de gás numa casa do bairro Jabaquara, na zona sul da cidade brasileira de São Paulo, provocou esta quinta-feira à noite ferimentos em dez pessoas, sete das quais continuam hoje internadas em estado grave em dois hospitais, e avultados danos em pelo menos cinco imóveis.
Por:Domingos Grilo Serrinha, Correspondente no Brasil
O gás pode ter sido aberto propositadamente por Geraldo António Garcia, uma das vítimas graves, que dessa forma terá tentado matar-se.
Essa versão foi veiculada esta sexta-feira pelo programa matutino de informação 'São Paulo no ar', da Tv Record, que enviou equipa de reportagem ao local e obteve a informação de vizinhos de Geraldo.
Outros habitantes, no entanto, mais próximos ao homem, afirmam que foi um acidente, provavelmente provocado pelo facto de Geraldo, que afirmaram costumar beber muito, ter chegado embriagado a casa na noite de ontem.
A garrafa de gás explodiu pouco antes das 20h00, algum tempo depois de o homem ter chegado à casa, na Rua Taquarituba, e se ter trancado no quarto dos fundos, onde vivia. O som da explosão foi impressionante, contam vizinhos, e muita gente pensou ter-se tratado de uma bomba, tal a potência e o estrago que produziu.
A deflagração ocorreu, ironicamente, quando um outro habitante da casa, estranhando não ouvir som algum no quartinho onde Geraldo vivia e sentindo um cheiro de gás muito forte, foi até à divisão dos fundos, e, percebendo que a porta estava trancada, arrombou-a.
Ao entrar no compartimento, que estava cheio de gás, e vendo Geraldo desmaiado no chão, esse habitante cometeu um erro grave, ligando um ventilador para ajudar a expulsar o gás, que, com a faísca produzida pelo equipamento ao ser ligado, explodiu.
O tecto e as paredes do quarto voaram para longe, tal como pedaços de outras paredes da casa e de casas vizinhas. Habitantes dessas residências foram arremessados para longe com a força da deslocação de ar e caíram na rua. Cinco das casas, as mais atingidas, continuavam vedadas pela Protecção Civil, e o tecto de uma delas já tinha caído também.
Os habitantes não têm como entrar nem para irem buscar roupas ou documentos, tal o risco de desmoronamento total das residências.
Das dez pessoas feridas, que foram transportadas para o hospital por vizinhos e motoristas que passavam no local, cinco são crianças. Um menino de 11 anos é o que está em estado mais grave, com 60% do corpo queimado. O estado de Geraldo também inspira cuidados.