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20 Abril 2014

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Maria Gómez Pereira é uma das acusadas de falsificar morte de crianças no parto, entregando-as depois, muitas vezes a troco de dinheiro, a outras famílias

Freiras, padres e médicos falsificavam a morte de crianças no parto para as entregar a outras famílias

Espanha: Freira acusada de roubar bebés em tribunal

A freira Maria Gómez Valbuena começa esta quinta-feira a ser ouvida como acusada, no tribunal espanhol, que está a investigar o caso do roubo de crianças que eram entregues a outras famílias, processo no qual há 1 500 denúncias.


 

Conhecido como o processo de "crianças roubadas", o caso insere-se numa polémica denunciada por milhares de mães em Espanha, que acusam responsáveis religiosos e médicos de lhes terem roubado bebés à nascença.

Freiras, padres e médicos falsificavam a morte das crianças no parto, entregando depois as crianças, muitas vezes a troco de dinheiro, a outras famílias.

Os casos começaram a merecer grande atenção mediática depois de várias mães terem conseguido reencontrar-se com os seus filhos, que julgavam mortos.

Especificamente neste caso,a freira de 80 anos, que vive num convento das Irmãs da Caridade em Madrid, é a primeira acusada a ser ouvida  por um juiz depois da denúncia da procuradoria espanhola, que investigou uma queixa de Maria Luisa Torres.

A mulher acusa a freira de lhe ter roubado a filha que nasceu em Março de 1982, na clinica madrilena de Santa Cristina, onde a religiosa era então assistente social.

Em 3 de Abril, Maria Luisa Torres disse ao tribunal que, alegando que o bebé tinha morrido no parto, a freira lhe tinha tirado a filha por a considerar "adúltera", pois o pai da criança não era o seu marido.

Há meio ano, Maria Luisa Torres e a sua filha, Pilar, conseguiram reencontrar-se, comprovando a sua relação com testes de ADN.

A audiência desta quinta-feira está a suscitar ampla atenção mediática, especialmente pela complexidade do caso das "crianças roubadas", tanto pela possível prescrição dos crimes, como pela dificuldade em comprovar alguma das acusações.

O caso está também esta quinta-feira a ser analisado num encontro entre as associações de afectados e os ministros do Interior, Jorge Fernández, da Justiça, Alberto Ruiz-Gallardón, e da Saúde, Ana Mato.

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