Começam a surgir vozes que exigem mais do que a mera responsabilidade política para aqueles que, com a sua conduta, contribuíram para o descalabro das contas públicas. Outros recusam ir além do limiar da responsabilidade política.
Em causa está saber se o exercício de funções políticas deve ser feito com total impunidade, mesmo quando os números mostram uma gestão incompreensível, a todos os títulos, das contas públicas.
A ética social, em situações de emergência nacional, pode exigir mais do que o resultado das eleições. Pode exigir, a par da responsabilidade política, a responsabilidade civil e criminal daqueles que, no exercício de funções políticas, desbarataram o dinheiro de todos os contribuintes.
Pedir sacrifícios inusitados aos cidadãos e não lhes explicar exactamente como é que chegámos até aqui, é caminhar, pura e simplesmente, para o abismo. E a crise não é da Justiça é do regime democrático.
Na Grécia prederam um ex-ministro,e cá? Vão ser todos condecorados.