O Quarto Poder
O Troca Fintas
Sócrates convenceu--se de que engana sempre os portugueses. Só isto justifica que tenha falado ao País negando-se a si próprio, com tal descaro. O inimigo FMI, que evitou até à última, até não haver dinheiro para salários, só para salvar a pele, agora, para Sócrates, passou a parceiro cordato.
Por:Manuela Moura Guedes, Jornalista
O homem que "não governaria com o FMI" fala de um bom acordo que não inclui os cortes dos 13º e 14º meses como andou a ameaçar. O homem das "saudades que iam ter do PEC IV" devia ter pudor, vergonha de falar do tecto dos 1500 euros nas pensões, quando queria baixar as de 200. Sócrates fez a proeza de se elogiar pela ausência de medidas que só ele tinha inventado. Mas era a sua única saída, "à Sócrates", porque o pacote politicamente não lhe é favorável. A ajuda externa traz juros muito mais baixos e um programa de Governo com reformas que já deviam ter sido feitas. Até os medicamentos vão baixar. E mesmo J. Kroeger, da Comissão Europeia, disse que "as medidas seriam menos restritivas se tivesse pedido ajuda mais cedo". Sócrates não queria isto. Seria melhor ir a eleições dizendo que o PEC IV é que era bom e que ele é que tinha razão. Resta-lhe, por isso, fazer o que sempre fez, dar o dito por não dito. Aos portugueses, só lhes resta dizer basta!
Entre ser-se ou não esclarecido; a diferença faz sentido. Parabéns a Moura Guedes pelo contributo dado à reafirmação da verdade neste país submerso em mentira, lisonjas enganadoras e a maior das futilidades...- VAIDADE!