Dia a dia
O resgate do futebol
Troika, põe os olhos no futebol. Os países resgatados ou em dificuldades financeiras conseguiram apurar-se para a fase final do Euro’2012.
Por:Miguel A. Ganhão, Subchefe de Redacção
Não é o princípio do fim da crise anunciada por Santos Pereira, mas não deixa de ser um sinal importante. É certo que também lá estarão Alemanha, França e Holanda, mas o futebol tem aqui uma oportunidade soberana para fintar a lógica implacável dos mercados financeiros e apresentar-se como verdadeira solução para a recuperação económica.
O que proponho é que os jogos tenham reflexo directo na dívida. Assim, uma vitória de países resgatados ou em dificuldades (Grécia, Irlanda, Portugal, Espanha e Itália) equivaleria a perdão parcial ou injecção adicional de capital. Em cada partida estariam em jogo, por exemplo, mil milhões de euros atribuídos ao país vencedor (em caso de vitória dos credores o valor acrescia ao montante em débito, naturalmente). Os confrontos entre Alemanha e Portugal teriam um estímulo nunca visto, assim como os jogos entre França e Grécia ou Holanda e Irlanda.
Imaginem o que seria os estádios cheios de funcionários públicos e reformados a vibrarem pela Selecção e a agradecerem a Paulo Bento e a Ronaldo os subsídios de férias e de Natal.