Significa que tem uma especialidade - como cirurgia, por exemplo. Mas dificilmente encontrará vaga para um contrato digno num hospital público: o Estado, porque precisa, continuará a pagar-lhe cerca de 1400 euros limpos, como se ainda estivesse em formação, a menos de oito euros à hora. O Governo acha que ainda pode pagar menos. Como? Contrata mão-de-obra barata a uma empresa de prestação de serviços - e estes médicos, que ganham metade do que leva a mulher-a-dias, todos os dias salvam vidas. Ainda há heróis. Por enquanto.
Acho engraçado as pessoas defenderem a entrada sem qualquer restrição em medicina. Se tem de haver alguma limitaçãoque seja o mérito. A inveja de alguns é mesmo uma cruz pesada...