Passar de bestial a besta ou de besta a bestial tanto acontece com um país como com uma pessoa. O mecanismo é mais ou menos o mesmo, e tem a ver não apenas com a imagem que os outros têm de nós mas também com a imagem que temos de nós próprios. Assim de repente, e para tentar ilustrar esta ideia, vêm-me imediatamente à cabeça um país em concreto e uma pessoa em particular. Adivinhou? Exacto: Portugal e Cristiano Ronaldo.
No momento em que escrevo, o Ronaldo é um jogador bestial de um país bestial. Mas estes ratings são tão ingratos como aqueles que classificam Portugal como lixo. São voláteis, instáveis e pouco racionais. Nenhum português duvida que o Ronaldo é o melhor jogador do mundo, mas antes de marcar aqueles dois golos à Holanda já estava a ser olhado de lado pelo país inteiro. E hoje, frente à República Checa, não sabemos como vai ser. Mas sabemos uma coisa: se Portugal continuar em frente, quer como equipa quer como Nação, seremos os primeiros a achar--nos bestiais. Senão…