A comédia foi o género por excelência quando se tentou criar uma indústria cinematográfica em Portugal. Desde logo, porque o elogio dos ‘pobres e humildes’ e da ruralidade agradava ao Estado Novo, apostado em desacelerar o progresso do século XX.
Mas também porque alguns desses filmes eram (e são) mesmo brilhantes. Veja-se ‘O Pai Tirano’, de António Lopes Ribeiro, com Ribeirinho e Vasco Santana em estado de graça numa Lisboa em que a ‘Tatão’ era a ‘vamp’ que se podia apresentar à família.
A melhor comédia portuguesa estreou em 1941. Vai um rissol de camarão?