Anunciada como "moderna", a ideia de uma liderança partilhada entre João Semedo e Catarina Martins representa sobretudo, para lá da questão da paridade e da conciliação entre experiência e renovação, uma tentativa de reunir consensos no seio de um partido que são vários partidos. Mas tentar agradar a todos é geralmente uma receita talhada para o fracasso... E a existência de dois líderes pode resultar numa fragilização mútua e num acentuar de divisões, além de que é mais fácil agregar o eleitorado em torno de um único líder.
Seja qual for a decisão final, a verdade é que não será fácil substituir o líder naquele que é conhecido como o ‘partido de Louçã’. Para este, a despedida também não será fácil, e não o vemos, depois de Novembro, a calçar as pantufas. Certamente continuará a andar por aí, a vigiar o seu legado…