É verdade que o Conceito Estratégico da NATO aprovado há dias em Lisboa dedica dois pontos aos ciberataques, apresentando-os como "mais frequentes, mais organizados e mais custosos". O caso é ainda mais grave e inquietante porque foram os Estados Unidos que deixaram o génio sair da garrafa e seduziram o mundo a utilizar "a rede".
Nem a decifragem do código alemão Enigma pelos ingleses na II GM se assemelha ao que acaba de acontecer ao Departamento de Estado norte-americano. Quanto às revelações em curso, convém esperar pelo desenrolar do motor de busca. Em relação a Portugal até aqui, e mesmo de olhos bem fechados, só há confirmações do que o bom povo português já desconfiava. Decisores timoratos e espertos. Como já G. Kennan os descrevia para Washington em 1943. Triste mesmo é não haver nenhum jornal nacional na lista do sueco. Até Luís Amado só reage ao ‘El País’…
Ainda bem que não há em Portugal jornais da confiança do fundador da Wikileaks. Os portugueses especializaram-se na divulgação dos segredos de justiça, não dos segredos das malas diplomáticas...Seria pedir demais!