Várias questões se colocam, nomeadamente: como é possível fazer algum redesenho do sistema prestador público na área da resposta à doença aguda sem se ter uma visão integrada e estratégica da reforma das restantes redes prestadoras? Qual a evolução das necessidades em saúde para programar as respostas? Porque é que a Entidade Reguladora do Sistema de Saúde só determina, sempre com fundamentos técnicos, encerrar serviços públicos?
Já fez algum estudo, com os mesmos fundamentos técnicos, sobre os serviços do sector privado e social no sentido de avaliar se devem manter-se abertos? E, já agora, no que respeita às "maternidades" privadas, sem mistificação dos dados divulgados no seu último estudo, era importante saber quantas cumprem o critério dos 1500 partos por ano! Afinal, discutir e aplicar medidas inerentes a "parcelas" de um "todo" que não se quer discutir faz parte da "cartilha" privatizadora.
Privatizem as mães também !?