O mais recente relatório CMVM sobre as sociedades cotadas indica que, em 2010, os administradores executivos acumulavam, em média, o cargo com funções executivas em oito empresas. Portanto, eis os turbo gestores, a fina flor, a nata, crème de la crème. Se a CMVM levanta questões sobre conflitos de interesses e a capacidade para responder a tantos cargos é porque não conhece as excelsas faculdades destes Michaels Phelps da gestão.
Atenção. Nada disto está relacionado com redes de influência e favores, tudo isto é mérito, tudo isto é fado. A prova é que as remunerações médias destes executivos são de 450 mil euros, melhores do que as dos espanhóis, alemães ou finlandeses. Se a sua perfeição não se reflecte no vigor da economia é por motivos que lhes são alheios. Afinal, muitos destes são os mesmos que passam o tempo a recomendar a baixa de salários e o aumento da precariedade. Dos outros, é claro.
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Dá-lhes, Joana!