Agora a realidade: a braços com a necessidade de cortar despesa, o ME reformulou o currículo, agrupou escolas e aumentou o número de alunos por turma. Perante o elevado número de professores com horário zero que resultou destas medidas, decretou que estes seriam direccionados para o apoio ao sucesso educativo. Na aparência, a ilusão e a realidade aproximam-se, mas de facto são diametralmente opostas. Enquanto na primeira há uma prioridade política claramente assumida e autonomia das escolas na respectiva execução, em Portugal escasseiam ambas e imperam a burocracia e o centralismo de sempre.